- Bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, com aversão ao risco diante de sinais contraditórios sobre negociações entre EUA e Irã, e a alta do petróleo aumentou preocupações com inflação e crescimento global.
- Principais índices fecharam assim: FTSE 100 em -1,33% (9.972,17 pontos), DAX em -1,64% (22.581,07 pontos), CAC 40 em -0,98% (7.769,31 pontos), FTSE MIB em -0,71% (43.701,84 pontos) e Ibex 35 em -1,40% (16.929,80 pontos); PSI 20 em -0,19% (8.997,09 pontos). (valores preliminares)
- O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, disse que a guerra pode ter repercussões de longo alcance; Christine Lagarde alertou sobre possível alta de juros se o choque energético persistir.
- Análises apontam que o BCE pode manter juros em 2% até 2027, com riscos de alta; e, sem avanços concretos nas negociações, o mercado tende a manter prêmios elevados; na Alemanha, a confiança do consumidor caiu ao menor nível em dois anos.
- Entre ações, mineração e tecnologia ficaram entre as maiores quedas, com ASML recuando 3,57%; Next avançou quase 4,7% em Londres após resultados acima do esperado, enquanto H&M caiu 2%.
Os índices europeus fecharam em queda nesta quinta-feira, 26, com investidores recuando diante de sinais contraditórios sobre as negociações de paz entre EUA e Irã. A alta do petróleo elevou temores de inflação e de um aperto no crescimento global, ampliando a aversão ao risco.
As bolsas de Londres, Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa registraram perdas, com variações entre 0,19% e 1,64%. O FTSE 100 caiu 1,33%, o DAX perdeu 1,64%, o CAC 40 recuou 0,98%, o FTSE MIB caiu 0,71%, o Ibex 35 cedeu 1,40% e o PSI 20 diminuiu 0,19%. As cotações são preliminares.
O BCE sinalizou riscos associados ao choque energético, com presidenta Lagarde destacando possível alta de juros caso a inflação se mantenha pressionada. O vice-presidente Guindos mencionou repercussões de longo alcance caso o conflito se agrave. Economistas avaliam que a política monetária permanecerá estável apenas se houver avanços concretos nesse cenário.
Mercado e setores: o Danske Bank projeta juros do BCE em 2% até 2027, mas com viés de alta. O ING aponta que prêmios de risco devem permanecer elevados sem progressos nas negociações. Na Alemanha, a confiança do consumidor atingiu o menor nível em dois anos, influenciada pelo custo da energia.
Entre ações, mineração e tecnologia registraram recuos, com a ASML caindo 3,57%. O setor metalúrgico e o de tecnologia mostraram quedas próximas a 2%. Papéis de transporte e varejo também sofreram, incluindo a transportadora Hapag-Lloyd, com queda de 3%.
Entre as exceções, a varejista britânica Next avançou quase 4,7% em Londres, impulsionada por resultados acima do esperado e revisão de guidance, ainda que tenha alertado para impactos do conflito. A H&M registrou recuo de 2% após fracas vendas no início do ano.
O movimento dos mercados europeus reflete preocupações com a evolução do conflito e com o fornecimento global de energia, além de dados de confiança econômica na região. As próximas divulgações de indicadores e a evolução das negociações no Oriente Médio devem manter o cenário volátil nos próximos dias.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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