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Europa registra €1,2 trilhões em danos por décadas de emissões dos EUA

Estudo na Nature aponta que as emissões dos EUA desde 1990 causaram mais de US$ 10 trilhões em danos globais, com a UE arcando com €1,21 trilhão

The Gen. James Gavin Power Plant, a coal-fired power plant, operates April 14, 2025, in Cheshire, Ohio.
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  • Em estudo publicado na Nature, as emissões dos EUA desde 1990 causaram mais de $10 trilhões em danos econômicos globais (cerca de €8,65 trilhões).
  • A maior parte do prejuízo recai sobre economias em desenvolvimento, com Brasil a $330 bilhões e Índia a $500 bilhões.
  • A Europa sofreu cerca de $1,4 trilhões (€1,21 trilhões); os EUA responderam por parte significativa desses danos.
  • Entre 1988 e 2015, emissões ligadas ao petróleo da Saudi Aramco geraram $3 trilhões (€2,6 trilhões) em danos até 2020.
  • Se as emissões permanecerem na atmosfera até o fim do século, os danos podem chegar a $64 trilhões (€55,42 trilhões).

Desde 1990, as emissões dos Estados Unidos provocaram mais de US$ 10 trilhões em danos econômicos globais, segundo o estudo publicado na Nature. A análise estima impactos em economias desenvolvidas e em desenvolvimento.

O estudo atribui parte das perdas à Europa, que registrou cerca de US$ 1,4 trilhão em queda de PIB, e aos EUA, com quase US$ 3 trilhões de danos locais. Países de renda baixa sustentam perdas proporcionais maiores.

Entre 1988 e 2015, as emissões associadas ao petróleo da Saudi Aramco geraram US$ 3 trilhões em danos globais até 2020, segundo o estudo. Se as emissões permanecerem no ar até o fim do século, o custo pode chegar a US$ 64 trilhões.

A análise, conduzida por pesquisadores da Stanford Doerr School of Sustainability, utiliza a ideia de que mudanças climáticas são uma externalidade global. O trabalho ressalta que modelos atuais subestimam o impacto econômico.

Dados adicionais apontam perdas na economia brasileira em US$ 330 bilhões e na Índia, US$ 500 bilhões, decorrentes de emissões associadas ao consumo e à produção de combustíveis fósseis. O objetivo é mensurar danos por nações e empresas.

Os autores destacam a necessidade de tecnologias de remoção de gases de efeito estufa e enfatizam que o timing da implantação é crítico para mitigar danos futuros. Estima-se que 25 anos de retenção de CO2 agravam metade dos danos já acumulados.

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