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Ibovespa cai com dúvidas sobre desfecho no Oriente Médio

Ibovespa recua com incertezas geopolíticas no Oriente Médio; petróleo sobe e dólar supera R$ 5,25, ampliando pressão sobre ativos brasileiros

Foto de banco de imagens de mercado de ações e bolsa, com preços de compra, venda e volume exibindo mudanças rápidas.
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  • Ibovespa caiu 1,45%, para 182.732,67 pontos, após três altas seguidas, com aversão a risco devido a dúvidas sobre o desfecho do conflito no Oriente Médio.
  • Brent fechou em US$ 108,01 por barril, alta de 5,7%; WTI subiu para US$ 94,48 por barril, aumento de 4,6%.
  • Petrobras PN subiu 1,09% e anunciou nova descoberta no campo Marlim Sul, enquanto o UBS BB elevou o preço-alvo para R$ 60 e manteve recomendação de compra.
  • Dólar à vista encerrou em R$ 5,2574, alta de 0,70% frente ao real.
  • IPCA-15 de março avançou 0,44% (12 meses, 3,90%), com destaque para passagens aéreas e, em menor intensidade, alimentos no domicílio, segundo o IBGE.

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (26), pressionado pela incerteza sobre o desfecho do conflito no Oriente Médio. O índice caiu 1,45%, aos 182.732,67 pontos, com a mínima em 182.570,44 e a máxima em 185.423,77.

O clima de aversão a risco também impactou o mercado de câmbio e commodities, em meio a expectativas sobre impactos geopolíticos e inflação futura. O IPCA-15 de março sobe 0,44%, acima do esperado segundo a Reuters, que previa alta de 0,29%.

Para analistas do Bradesco, a alta veio principalmente de passagens aéreas e, em menor escala, de alimentos no domicílio. A visão é de que custos com combustíveis e fertilizantes devem sustentar inflação moderadamente elevada no curto prazo.

Desempenho e cenários

Já o Safra aponta que, mesmo com a volatilidade, há espaço para cortes de juros no Brasil. O relatório sugere que o ambiente pode favorecer a recuperação de ações ao longo do ano, elevando a projeção do Ibovespa para 220 mil pontos no fechamento.

Petróleo sobe fortemente e ajuda a dinâmica externa. Brent encerrou em US$ 108,01 o barril, alta de 5,7%, enquanto o WTI terminou em US$ 94,48, alta de 4,6%. O Brent teve volume reduzido no primeiro contrato, o maior desde 27 de fevereiro.

Petrobras, petróleo e impactos locais

A Petrobras PN avançou 1,09%, acompanhando a alta do petróleo. A companhia anunciou uma nova descoberta no campo Marlim Sul, na pré-sal da Bacia de Campos. Analistas do UBS BB elevaram o preço-alvo das ações de R$ 40 para R$ 60, reiterando recomendação de compra, com cenário de reajustes de combustíveis no segundo trimestre.

A estatal também ampliou a oferta de gasolina e diesel para entrega em abril, conforme comunicado aos consumidores. Esses movimentos contribuem para a percepção de atuação da companhia no curto prazo em relação a preços.

Câmbio e exterior

O dólar comercial fechou em alta de 0,70%, a R$ 5,2574. No ano, a moeda acumula queda de 4,22%. Rendimentos dos Treasuries e do petróleo subiram no exterior por novos sinais sobre o conflito no Oriente Médio.

Conclui-se que o pano de fundo é a pressão geopolítica global, com impactos observados no Ibovespa, câmbio, petróleo e ativos locais. O fechamento reflete a leitura de risco e as expectativas de política econômica para o curto prazo.

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