- O IPCA-15, prévia da inflação, subiu 0,44% em março, ante 0,84% em fevereiro, sendo a maior alta do mês desde 2024.
- A inflação anualizada caiu de 4,10% em fevereiro para 3,90% em março.
- A leitura ficou acima da mediana das expectativas, de 0,29% para março.
- Alimentação e bebidas avançaram 0,88%, com alta de 0,19 ponto percentual, puxada por itens como açaí, feijão, ovo, leite e carnes.
- Despesas pessoais subiram 0,82%, influenciadas por serviços bancários e empregado doméstico; outros componentes relevantes foram planos de saúde, energia elétrica e passagens aéreas.
O IPCA-15, prévia da inflação, mostrou alta de 0,44% em março, segundo o IBGE. A leitura é a maior para o mês desde 2024, quando ficou em 0,36%. A taxa anualizada, em 12 meses, caiu de 4,10% para 3,90%.
Todos os 9 grupos pesquisados registraram alta de preços em março. Alimentação e bebidas subiu 0,88%, com impacto de 0,19 p.p.; despesas pessoais avançaram 0,82%, contribuindo com 0,09 p.p.
Entre os alimentos, a alimentação no domicílio acelerou para 1,10% em março. Itens como açaí (+29,95%), feijão-carioca (+16,69%), ovo (+7,54%), leite longa vida (+4,46%) e carnes (+1,45%) puxaram o índice. Café moído (-1,76%) e frutas (-1,31%) registraram deflação.
A alimentação fora do domicílio ficou em 0,35% em março, frente a 0,46% em fevereiro. Em despesas pessoais, subiram serviços bancários (+2,12%) e emprego doméstico (+0,59%). Planos de saúde (+0,49%), energia elétrica residencial (+0,29%) e passagens aéreas (+5,94%) também influenciaram o índice.
Contexto e panorama
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, com coleta de dados em datas distintas. A inflação oficial acumulada de 12 meses até fevereiro ficou em 3,81%. A meta do país é 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Projeções indicam alta próxima a 4,17% para 2026.
Entre na conversa da comunidade