- Quase um mês após o início da guerra entre Irã e os Gulf, os mercados de dívida pública reprecificaram fortemente, com elevação de yields impulsionada por custos de energia e pressões inflacionárias.
- Os rendimentos de curto prazo, especialmente os títulos de dois anos, subiram mais rápido que os de prazos mais longos, sinalizando uma curva de rendimento em bear-flattening.
- Na Europa, as altas foram mais acentuadas: gilts britânicos subiram, com o rendimento de 10 anos acima de 5% e o de dois anos em torno de 4,6%.
- Na zona do euro, os rendimentos de dois e 10 anos também avançaram: Alemanha, França e Itália apresentaram ganhos acentuados, com o 2 anos subindo mais rápido que o 10 anos.
- Nos Estados Unidos, os Treasuries acompanharam o movimento, com o 10 anos em torno de 4,37% e o 2 anos acima de 4%, marcando máximo de oito meses para ambos.
O mercado de títulos do governo reagiu fortemente ao início da guerra entre Irã e ações de resposta energética, quase um mês após o conflito começar. Rendimentos sobe em títulos de curto prazo, com pressão inflacionária elevada e revisões de política monetária em todo o globo.
Os rendimentos dos títulos de dois anos subiram mais rápido que os de dez anos, em um movimento de bear flattening. A subida reflete expectativas de aperto monetário diante de pressões de preços e do impacto do conflito na energia.
Na Europa, as tensions se acentuaram. No Reino Unido, o rendimento de 10 anos subiu de 4,2% para acima de 5%, e o de 2 anos pulou de 3,5% para 4,6%, segundo dados de mercado. Analistas apontam inflação mais elevada no país.
Em relação aos demais países europeus, Bunds alemães, OAT franceses e BTP italianos seguiram trajetória similar, com quedas de curto prazo mais fortes que as de longo prazo. Os efeitos se traduzem em novos patamares de risco e custos de financiamento.
Nos Estados Unidos, Treasuries também registraram alta, porém menos acentuada. O rendimento de 10 anos chegou a 4,4% e o de 2 anos ultrapassou 4%, gerando níveis próximos aos mais elevados em oito meses.
Especialistas destacam que o comportamento da curva de juros tende a antecipar cenários econômicos adversos, incluindo a possibilidade de recessão, caso as pressões inflacionárias persistam e a política monetária continue mais hawkish.
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