- Lagarde diz que mercados estão “exageradamente otimistas” sobre o impacto econômico da guerra do Irã, afirmando que o choque é real e pode durar anos, com efeitos de cadeia de suprimentos ainda não precificados.
- Abertura das ações europeias foi negativa: Stoxx 600 caiu 0,21%, DAX caiu 0,28%, CAC 40 recuou 0,043% e FTSE 100 ficou 0,025% abaixo, às 9h CET; IBEX 35 subiu 0,034%.
- Futuros pré‑mercado dos EUA apontavam ganhos, mas o pregão abriu em queda; o presidente Donald Trump estendeu a pausa em ataques à infraestrutura energética iraniana até 6 de abril.
- Commodities: Brent subiu para acima de $ 110 por barril e WTI perto de $ 96; o Estreito de Hormuz continua parcialmente fechado; alguns navios passaram a pagar passagem em yuan chinês, segundo Lloyd’s List.
- Outras notas: Pernod Ricard e Brown‑Forman confirmam início de conversas de fusão; ministros do G7 seguem discussões na França, com SA convidada não comparecendo.
O preço de ações europeias recuou na manhã desta sexta-feira, após Christine Lagarde alertar que o petróleo econômico causado pela guerra no Irã pode ser maior do que o mercado espera. A presidente do BCE disse que o conflito é um choque real e prolongado, o que ajudou a conduzir o recuo nos mercados globais.
Os índices europeus abriram em baixa: o Stoxx Europe 600 caiu 0,21%, o DAX cedeu 0,28%, o CAC 40 perdeu 0,04% e o FTSE 100 recuou 0,03% às 9h CET. O Euro Stoxx 50 caiu 0,18%, enquanto o IBEX 35 viu leve alta de 0,03%.
Na abertura, futuros dos EUA apontavam ganhos, mas o mercado falhou em manter o fôlego. A divulgação de dados adicionais não alterou o humor, com vendas e incertezas sobre o tema iraniano mantendo a cautela.
Oferta de alerta de Lagarde
Lagarde afirmou em entrevista à The Economist que os impactos não aparecem de imediato e podem durar anos. Ela destacou incertezas sobre cadeias de suprimento e danos à infraestrutura de energia, citando o uso de insumos críticos, como o hélio, na produção de semicondutores.
A chefe do BCE ressaltou que os investidores subestimam a gravidade do problema e que a normalização dependerá de fatores complexos, ainda não precificados pelos mercados. As declarações ocorreram após a pior sessão de Wall Street na semana, com quedas em índices-chave.
A redução de risco global se manteve diante de dados fracos na Ásia, onde mercados recuaram. O Kospi sul-coreano caiu 1,8%, Taiex taiwanês 1,2% e Sensex indiano 1,1%. O Hang Seng de Hong Kong subiu 0,6%.
Commodities e giro geopolítico
Petróleo reagiu com alta, com Brent acima de US$ 110 por barril e o petróleo dos EUA em torno de US$ 96._O yen subiu modestamente frente ao dólar, enquanto o euro recuou levemente acima de US$ 1,15.
Em negócios corporativos, Pernod Ricard e Brown-Forman confirmaram tratativas de fusão, formando o segundo maior fabricante mundial de bebidas alcoólicas, com o objetivo de enfrentar a redução de demanda no setor.
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