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Dasa avança com forte geração de caixa após venda de ativos, diz CEO

Dasa avança com geração de caixa robusta e dívida no menor patamar desde 2021 após desinvestimentos; foco permanece em diagnósticos

Rafael Lucchesi, CEO da Dasa: 'empresa ganhou velocidade e qualidade de gestão de forma muito mais rápida do que se esperava'. (Foto: Divulgação)
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  • Dasa reduziu a dívida líquida para 2,67 vezes a geração de caixa em 2025, menor patamar desde 2021, com o caixa livre subindo 75%.
  • A receita consolidada atingiu 11,2 bilhões de reais em 2025, com diagnósticos apresentando +9,6% no Brasil e o resultado recorrente do negócio avançando 16,6%.
  • A empresa concluiu desinvestimentos e transferiu hospitais para a joint venture Rede Américas com a Amil, além de vender operações na Argentina e no segmento corporativo.
  • O portfólio ficou centrado em diagnósticos, com mais de 40 marcas, crescimento de volume em ambulatório, premium, atendimento domiciliar e B2B; 41% dos agendamentos são 100% digitais e IA já é utilizada em exames e em imagem.
  • O CEO Rafael Lucchesi diz que a disciplina de gestão entregou resultados consistentes e afirma que a prioridade de capital é crescer com qualidade, modernizar equipamentos e ampliar serviços.

A Dasa começa uma nova etapa com maior geração de caixa após a venda de ativos e a simplificação de seu portfólio. Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO Rafael Lucchesi descreveu como a estratégia de focar em diagnósticos transformou a empresa, reduzindo complexidade e elevando disciplina de gestão. O movimento resultou em dívida menor e caixa livre bem superior ao ano anterior.

A empresa, que administra mais de 40 marcas de laboratórios — entre elas Lavoisier, Delboni, Pasteur, Alta Diagnósticos e Salomão Zoppi — consolidou-se como a maior plataforma de diagnósticos da América Latina. Parte desse processo envolveu transferir hospitais para a joint venture Rede Américas, com a Amil, além da venda de operações na Argentina e no segmento corporativo.

Desinvestimentos e reorganização

Em 2025, a relação entre dívida líquida e geração de caixa caiu de 4,08 vezes para 2,67 vezes, indicando o menor patamar desde 2021. A receita consolidada atingiu R$ 11,2 bilhões, com o segmento de diagnósticos crescendo 9,6% no mercado nacional e o caixa livre avançando 75%. Analistas destacam que o equilíbrio entre desinvestimentos e foco estratégico sinaliza uma virada na operação.

A entrevista destaca que a qualidade dos ativos sempre existiu; o diferencial foi a disciplina de gestão, que acelerou a entrega de resultados. O diretor aponta que a geração de caixa robusta é compatível com uma empresa menor, graças a melhorias no ciclo de caixa, como prazos de recebimento, estoques e pagamentos.

Tecnologia, inovação e alocação de capital

A Dasa já opera com 41% dos agendamentos 100% digitais, e a inteligência artificial está integrada a equipamentos de imagem e à análise de exames. O portfólio de diagnóstico cresce por meio de atuação ambulatorial, serviço premium, atendimento domiciliar e expansão do B2B em hospitais e laboratórios.

Com o balanço mais limpo, a prioridade de investimento permanece voltada à qualidade: modernização de equipamentos, melhoria de ambientes para clientes, expansão de serviços e avanços tecnológicos para produtividade e experiência do usuário. A Rede Américas, criada para abrigar ativos hospitalares, segue no radar como etapa da estratégia de desinvestimento.

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