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FGC deu ajuda bilionária ao Master meses antes da liquidação

FGC destinou 4,3 bilhões ao Banco Master para facilitar reorganização antes da liquidação pelo Banco Central, enquanto a crise de liquidez persiste

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Foto: Divulgação/ Banco Master
  • O Fundo Garantidor de Créditos prestou assistência financeira de R$ 4,3 bilhões ao conglomerado Master entre 5 de maio e 1º de outubro de 2025, para quitar instrumentos cobertos pelo fundo em caso de liquidação.
  • Os recursos tinham como objetivo viabilizar a reorganização societária do banco e a saída organizada do mercado, com o conglomerado captando apenas R$ 90,2 milhões.
  • O limite de garantia foi de R$ 250 mil por instrumento, e o FGC poderia contratar operações de apoio para proteger investidores e evitar crises sistêmicas.
  • Em setembro de 2025, houve avanço nas tratativas para estender a linha de assistência, com extensão da linha para a Will Financeira de 2 de outubro a 30 de novembro de 2025 e ajustes no acordo anterior; o Banco Master aceitou, em outubro, os termos.
  • Em 18 de novembro de 2025 o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, mantendo apenas R$ 4,8 milhões em caixa versus vencimentos de CDB de R$ 48,6 milhões; após avaliação, a Audibancos considerou a liquidação correta. Ao final de 2024, o FGC enfrentava o maior desembolso da história, acima de R$ 51 bilhões aos credores.

O FGC prestou assistência financeira de 4,3 bilhões de reais ao conglomerado Master entre 5 de maio e 1º de outubro de 2025. O

objetivo era quitar instrumentos que, em liquidação extrajudicial, teriam cobertura do fundo, viabilizando a reorganização societária do banco.

A operação correspondeu a uma linha de liquidez destinada exclusivamente a pagar títulos que acionariam a garantia do FGC. Em contrapartida, o grupo realizou captações de apenas 90,2 milhões. O limite de garantia vigente era de 250 mil reais.

A área técnica do BC informou que, mesmo com soluções de mercado frustradas, houve redução de custo para a sociedade e para o FGC.

A exposição caiu de 51 bilhões para cerca de 40 bilhões, caso haja desembolso efetivo.

O que mudou no andamento

Em 21 de setembro de 2025, o Banco Master apresentou novo plano ao BC, dizendo que o recompor depósitos compulsórios ocorreria em até 180 dias. Dois dias depois, o FGC sinalizou, de boa-fé, a possibilidade de estender a assistência mediante saída organizada.

Em 7 de outubro houve extensão da linha de assistência financeira apenas para a Will Financeira, entre 2 de outubro e 30 de novembro, com afrouxamento de parte do acordo. O Banco Master aceitou os termos em 8 de outubro de 2025.

Mesmo assim, a crise de liquidez não foi contornada. Em 18 de novembro, o Master foi liquidado pelo BC.

O caixa livre aos cofres públicos era de apenas 4,8 milhões, frente a vencimentos de 48,6 milhões em CDBs.

Audibancos avaliou que a liquidação foi correta, imperativa, legal e tecnicamente fundamentada. O BC já liquidou nove instituições ligadas a Daniel Vorcaro desde o ano passado.

Ao CNN Money, as defesas de Vorcaro e do BC não se pronunciaram. O FGC afirmou que não comenta sobre entidades associadas, mantendo o formato de esclarecimentos oficiais.

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