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Governo Lula gasta R$ 3,3 bilhões em leilão de transmissão

Leilão de transmissão de energia de 2026 fecha com todos os cinco lotes contratados, R$ 3,3 bilhões em investimentos, deságio médio de 50,69%, Engie e Cymi vencem dois lotes cada

Na imagem, linha de transmissão que transporta eletricidade em alta tensão das usinas geradoras para as subestações e, em seguida, para os centros de distribuição
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  • Leilão de transmissão de energia de 2026 da Aneel contratou 3,3 bilhões em investimentos, com deságio médio de 50,69% e resultado em todos os cinco lotes.
  • Os empreendimentos envolvem 798 quilômetros de linhas e 2.150 MVA em capacidade de transformação, distribuídos por onze estados (Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo).
  • Vencedores: Cymi (dois lotes) e Engie Brasil (dois lotes); Consórcio BR2ET (Emin, Brasiluz, Brenerg ia e Raff Geração e Comércio de Energia) ficou com um lote.
  • Detalhes por lote: Lote 1, Cymi, RAP de R$ 46,6 milhões, deságio de 46,85%, 49 meses; RJ Sul Fluminense, com 115 km existentes e 43 km novos entre São Paulo e Minas; investimento estimado de R$ 522 milhões. Lote 2, Engie, RAP de R$ 18,14 milhões (46,89% de deságio), 42 meses, Paraná e Santa Catarina; investimento de R$ 193,6 milhões. Lote 3, Engie, 4 sublotes, investimento de R$ 1,4 bilhão, RAP máximo de R$ 233,9 milhões, 42 meses. Lote 4, BR2ET, Bahia e Sergipe, RAP de R$ 25,6 milhões, investimento de R$ 377,3 milhões, 42 meses. Lote 5, Cymi, Mato Grosso e Pará, RAP de R$ 91,2 milhões, investimento de R$ 1 bilhão, 60 meses.
  • A segunda etapa do leilão ainda não tem data; Lotes 6 a 10 envolvem concessões da MEZ Energia e dependem de acordo no Tribunal de Contas da União.

O governo conduziu nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, o 1º leilão de transmissão de energia de 2026, realizado pela Aneel. Ao todo, foram contratados 798 km de linhas de transmissão e 2.150 MVA de transformação, com investimento estimado de 3,3 bilhões de reais. O certame registrou deságio médio de 50,69% e abrange 11 estados.

Vencedoras: Engie Brasil e Cymi dominaram o leilão, cada uma ficando com dois lotes. O Consórcio BR2ET, formado por Emin, Brasiluz, Brenergia e Raff Geração, também venceu um lote. A disputa envolveu empresas como Axia Energia (ex-Eletrobras) e Consórcio Olympus XX, da Alupar, em diferentes posições da concorrência.

Resultados

O lote 1 foi arrematado pela Cymi com RAP de 46,85% e deságio de 46,85%. O projeto envolve 115 km de linhas existentes, mais 43 km de novas linhas e subestações que passam por São Paulo e Minas Gerais, com atendimento à região Sul Fluminense do Rio de Janeiro. Investimento total estimado: R$ 522 milhões, prazo de 49 meses.

O 2º lote ficou com a Engie, com RAP de 18,14 milhões e deságio de 46,89%. Abrange 137 km de linhas entre Paraná e Santa Catarina, com conclusão prevista em 42 meses e investimento de R$ 193,6 milhões.

A Engie também venceu o lote 3, dividido em quatro sublotes, com instalação de compensadores síncronos no Ceará e no Rio Grande do Norte. O total de investimento é de R$ 1,4 bilhão, RAP máximo de R$ 233,9 milhões e prazo de 42 meses.

O lote 4, com linhas na Bahia e em Sergipe, ficou com o Consórcio BR2ET, que investirá R$ 377,3 milhões em 42 meses. RAP de R$ 25,6 milhões,Deságio de 37,89%.

O 5º lote ficou com a Cymi, com obras no Mato Grosso e no Pará. Investimento de R$ 1 bilhão, RAP de R$ 91,2 milhões e prazo de 60 meses; deságio de 50,9%.

Próximos passos

A segunda etapa do leilão ainda não tem data definida. Originalmente, o edital previa 10 lotes, divididos em duas fases de cinco cada. Os lotes 6 a 10 envolvem concessões da MEZ Energia, com impasse resolvido pela Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do TCU. O acordo prevê rescisão de quatro contratos, com homologação pelo TCU ainda pendente.

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