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Tênis da On produzidos na Ásia ganham direito de exibir a cruz suíça

On recebe autorização para usar a cruz suíça em tênis fabricados na Ásia, ampliando Swissness e gerando debate sobre o que é produto suíço

Cruz da Suíça
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  • A On recebeu autorização para usar a cruz suíça em seus tênis vendidos na Suíça, mesmo com fabricação na Ásia.
  • A mudança ocorreu após o Instituto Federal Suíço de Propriedade Intelectual (IPI) alterar a prática sobre o uso do símbolo, abrindo espaço para marcar “engenharia suíça” sem exigir fabricação local completa.
  • A decisão não altera a lei, apenas a aplicação das regras de Swissness, contemplando inovação, P&D e design desenvolvidos na Suíça.
  • A medida chega em meio a debates sobre o que realmente significa “Made in Switzerland” e foi recebida como reconhecimento da relação entre manufatura e inovação no país.
  • Empresas concorrentes, como Kuenzli SwissSchuh, já anunciam possível contestação judicial, argumentando que a mudança desvaloriza o selo suíco.

A fabricante suíça de calçados esportivos On recebeu autorização para usar a cruz suíça nos tênis The Roger, mesmo que sejam produzidos na Ásia. A mudança permite que o selo Swiss Made seja aplicado a produtos cuja criação ocorreu na Suíça, mas cuja fabricação final ocorreu no exterior. A decisão foi comunicada pelo Instituto Federal Suíço de Propriedade Intelectual (IPI) em meados de março.

Até então, a cruz branca em fundo vermelho era reservada a itens com produção local, abrangendo ao menos 60% dos custos e uma etapa essencial do processo no país. A nova prática amplia a aplicação do selo, mantendo o foco na inovação e no desenvolvimento realizados na Suíça.

O On, com sede em Zurique e participação de Roger Federer, celebrou a decisão, afirmando que representa uma leitura moderna de Swissness. A mudança ocorre em meio a debates sobre o que realmente caracteriza um produto suíço e após avaliações de incentivos à produção externa.

Quem envolve a decisão inclui o IPI, a On e, indiretamente, Federer, sócio investidor desde 2019. A mudança visa equilibrar a necessidade de manter P&D no país com a realidade de operações globais e cadeias de suprimentos internacionais.

A discussão sobre o conceito de “Made in Switzerland” persiste, especialmente entre relojoaria e outros setores de luxo. Reguladores destacam que a norma continua a exigir critérios de montagem, controle de qualidade e inspeção no território nacional para alguns produtos.

Alguns especialistas avaliam impactos da decisão em disputas judiciais e em concorrência com marcas que já atuam globalmente. Ainda não há conclusão sobre possíveis desdobramentos legais ou comerciais da mudança.

A On classificou a medida como reconhecimento da força da economia suíça, que depende tanto da manufatura quanto da inovação, P&D e design. A empresa ressaltou que a alteração reflete a realidade de valor criado no país.

Fontes comentam que a regra de Swissness já virou tema recorrente no debate público e institucional. A decisão pode inspirar outros setores a buscar ajustes semelhantes, mantendo a produção centralizada ou distribuída conforme estratégias empresariais.

A nota oficial do IPI esclarece que a mudança não altera a lei, apenas a aplicação da regra de uso do símbolo. A organização também informou que futuras revisões poderão ocorrer conforme o cenário econômico global.

A Bloomberg News acompanhou o desdobramento, com contribuições de analistas e representantes legais. A notícia envolve a evolução de práticas regulatórias e o papel de marcas suíças na economia contemporânea.

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