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Aumento de empregos informais freia crescimento econômico no Brasil

Mais de 38 milhões trabalham sem registro, somando 37,5% dos ocupados, o que restringe o crescimento econômico; especialistas apontam educação e redução da burocracia como caminhos

Gargalos do Brasil: Aumento dos empregos informais limita crescimento econômico do país
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  • Mais de 38 milhões de brasileiros trabalham sem registro formal, sem pagar impostos e sem acesso a benefícios sociais.
  • Segundo o IBGE, a taxa de trabalhadores informais é a menor desde 2020, mas representa 37,5% dos ocupados.
  • Muitos autônomos recorrem ao regime microempreendedor individual (MEI) para formalizar, embora ainda haja quem permaneça informal para não perder renda.
  • Casos como o de Marília Gonçalves mostram produção não contabilizada na economia, refletindo o impacto da informalidade no PIB.
  • Especialistas apontam que reduzir a burocracia e investir em educação podem diminuir a informalidade e favorecer o crescimento econômico.

A série Gargalos do Brasil, publicada neste sábado, analisa o aumento dos empregos informais e seu efeito sobre o crescimento econômico. Hoje, mais de 38 milhões de brasileiros trabalham sem registro formal, sem pagamento de impostos e sem acesso a benefícios sociais. O tema é apresentado para entender as consequências para o PIB e o desenvolvimento.

Em Osasco, a vendedora Marília Gonçalves prepara bolos, lanches e café antes do amanhecer para atender cerca de 90 clientes diários. O caseilustra como atividades informais geram renda, mas não entram na conta do desempenho econômico nacional.

Dados do IBGE mostram que a informalidade, embora tenha diminuído desde 2020, ainda envolve 37,5% dos ocupados. O MEI tem sido caminho para formalização, mas parte do trabalhador prefere permanecer informal para evitar encargos, como no caso de Rosimeire Costa, que migrou para o comércio informal.

Especialistas indicam que a informalidade freia desenvolvimento profissional e renda. A falta de investimentos em setores formais e na educação impede avanços significativos, segundo o economista Nelson Marconi, da FGV-SP, que aponta potencial de crescimento superior ao atual caso as reformas ocorram.

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