- O endividamento das famílias brasileiras segue elevado, impulsionado pelo crédito com desconto direto na fonte, especialmente o consignado privado.
- Pesquisa da CNC indica que cerca de 80,2% dos brasileiros estão endividados, e aproximadamente 30% estão inadimplentes.
- A expansão do crédito consignado, com mudanças regulatórias e maior acesso a trabalhadores do setor privado, mudou o perfil das dívidas.
- Analistas apontam que a substituição de dívidas mais caras, como cartão de crédito, por linhas com juros menores abriu espaço para um ciclo de contratação contínuo; o saque-aniversário do FGTS também influenciou.
- O aumento da inadimplência está ligado a juros elevados e ao efeito da Selic no custo do crédito, o que aperta o orçamento das famílias e pode encarecer o crédito devido a provisões dos bancos.
O endividamento das famílias brasileiras permanece em patamar alto, com o crédito consignado privado contribuindo para o peso da renda. Dados da CNC indicam que cerca de 80,2% da população adulta está endividada, enquanto aproximadamente 30% está inadimplente. O levantamento mostra efeito de escolhas de crédito com desconto direto na folha de pagamento.
Especialistas destacam que o cenário resulta de fatores históricos de consumo e da expansão do crédito. O consignado ganhou impulso após mudanças regulatórias e maior acesso a trabalhadores do setor privado, alterando o perfil das dívidas no país, segundo Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro.
A analista Marilia Fontes aponta que a substituição de dívidas caras por linhas com juros menores abriu espaço para um ciclo de contratação. Ela cita o cartão de crédito como gatilho inicial, seguido por opções como o saque-aniversário do FGTS, cujos compromissos já atingem quase 70% do valor disponível.
Para especialistas, o modelo de crescimento via endividamento representa risco estrutural para a economia, com impactos na taxa Selic e no custo do crédito. AUMENTOS da inadimplência costumam ocorrer quando a Selic sobe, reduzindo o poder de compra das famílias e elevando as provisões dos bancos, o que pode encarecer o crédito.
O tema será discutido no programa Resenha do Dinheiro, apoiado pela B3 e pela BlackRock. O formato mantém a abordagem direta sobre educação financeira e investimentos, com apresentação de Thiago Godoy, Bernardo Pascowitch e Marilia Fontes, buscando informar investidores sem emitir opiniões.
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