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Super-ricos migram de Dubai para Hong Kong em meio a tensão no Golfo

Conflito no Golfo leva ultrarricos a mirar Hong Kong, onde impostos baixos, talento e Bolsa em expansão prometem reequilibrar riqueza diante da turbulência em Dubai

Recuperação de Hong Kong se reflete na onda de novos family offices, que aumentaram em 25%, chegando a 3.384 no final do ano passado, em comparação com 2023 (Foto: Lam Yik/Bloomberg)
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  • Super-ricos avaliam transferir investimentos da Dubai e Abu Dhabi para Hong Kong em meio à guerra no Oriente Médio; o CEO da GACS chegou a planejar abrir escritório nos Emirados neste ano, mas mudou o foco para Hong Kong.
  • Hong Kong oferece baixos impostos, amplo pool de talentos e um mercado de ações em expansão para recuperar a atratividade diante da turbulência no Golfo.
  • A XinXi Asset Management está transferindo mais de US$ 100 milhões em ativos de Dubai para Hong Kong e desistiu de abrir uma filial em Dubai por causa da guerra.
  • A cidade viu aumento de family offices em 25%, totalizando 3.384 no fim do ano passado; autoridades planejam estender concessões fiscais a mais ativos, impulsionando o dinheiro vindo do Oriente Médio.
  • Observadores indicam que Dubai e Abu Dhabi devem perder patrimônio para Hong Kong e Singapura, principalmente se a incerteza no Oriente Médio persistir.

Milionários avaliam mudar parte de suas operações de Dubai para Hong Kong em meio à guerra no Golfo e à tensão no Oriente Médio. Gestores de fortunas, family offices e bancos estudam ampliar presença na Ásia para diversificar riscos e aproveitar condições locais.

O episódio envolve nomes como Anmol Goel, líder de um family office com base em Londres, e Joel Tan, CEO da XinXi Asset Management. A ideia era abrir um escritório nos Emirados neste ano, mas a escalada do conflito atrasou planos e redirecionou atenções para Hong Kong.

Hong Kong aparece como alternativa a Dubai e Abu Dhabi, com ofertas de baixos impostos, disponibilidade de talentos e um mercado de ações em recuperação. Investidores veem a cidade como forma de mitigar riscos diante da guerra na região.

Repercussões e movimento de fortunas

Entre os sinais de retomada, há incremento no número de family offices na cidade, estimulado por mudanças fiscais e pelo ressurgimento do interesse de investidores do Oriente Médio em capitais de risco. O governo local busca manter a atratividade com incentivos a escritórios e fundos familiares.

Dados da Deloitte indicam crescimento de 25% no total de family offices no final de 2025, chegando a 3.384, com gestão de pelo menos US$ 10 milhões por unidade. Autoridades destacam plano de ampliar benefícios para novos ativos.

Hong Kong ganhou apoio de instituições financeiras globais, com bancos de investimento ampliando equipes locais para competir pelo mercado de riqueza privada de US$ 1 trilhão. O governo sinaliza que o ambiente regulatório busca reforçar confiança e segurança.

Observações de mercado e perspectivas

Gestores apontam que o atual fluxo é influenciado pela necessidade de liquidez e por potenciais mudanças políticas. Alguns clientes avaliam alternativas como Zurich, Singapura e Mumbai como opções de reserva, segundo participantes de eventos de wealth management.

Especialistas ressaltam que a percepção de estabilidade e a capacidade de atrair investimentos devem determinar a velocidade de recuperação do centro financeiro. Embora Dubai retenha atratividade, a conjuntura internacional favorece Hong Kong e Singapura para patrimônio de alto valor.

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