- O rombo do Master, Will Bank e Pleno no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) chegou a R$ 51,8 bilhões, maior que o lucro líquido de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e BTG.
- Até quarta-feira, o FGC já pagou R$ 39,2 bilhões aos credores do Master, R$ 124,7 milhões ao Will Bank e iniciou pagamentos de garantia aos investidores do Pleno, em R$ 2,5 bilhões.
- O caso Master elevou o risco sistêmico, com os seis maiores rombos somando R$ 141,9 bilhões; o rombo do Master representou 37% desse total.
- Os bancos decidiram aportar R$ 32,5 bilhões no FGC até 25 de março de 2026 para reforçar o caixa após a liquidação do Master.
- A apuração envolve irregularidades, com Daniel Vorcaro preso e solto e, novamente, preso; a PF apura propina a funcionários do Banco Central, com dois afastados e a CGU instaurando processos disciplinares.
O rombo causado pelo Banco Master, aliado ao Will Bank e ao Banco Pleno, atingiu quase R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A fraude levou à liquidacão do Master em novembro de 2025 e ao desdobramento de pagamentos pelo FGC.
Até 25 de março de 2026, o FGC já pagou R$ 39,2 bilhões aos credores do Master e R$ 124,7 milhões aos do Will Bank. O governo também iniciou o pagamento de garantias aos investidores do Banco Pleno, com R$ 2,5 bilhões já liberados.
O rombo total dos seis maiores desvios bancários somou R$ 141,9 bilhões, sendo o caso Master responsável por 37% desse montante. As empresas ligadas a Daniel Vorcaro registraram prejuízo 58% maior que o do segundo colocado, o Banco Nacional.
Caso Master
O BC afirmou que o Master vendia títulos podres para o BRB, o que desencadeou investigações e a liquidação extrajudicial anunciada em novembro de 2025. O BC também enviou relatos ao MP em julho de 2024 com os primeiros indícios.
O presidente do BC informou que dúvidas surgiram em janeiro e evoluíram para evidências em março de 2025. A confirmação de fraudes ocorreu em 27 de junho de 2025, segundo o BC. A PF prendeu Vorcaro em 18 de novembro de 2025.
Vorcaro foi solto em 28 de novembro e voltou a ser preso em 4 de março deste ano. A PF investiga suposta propina paga a funcionários do BC para favorecer o Master, com afastamentos de dois servidores. A CGU abriu procedimentos administrativos disciplinares.
O BC também destacou que, em meio ao caso, o setor público está consternado. Intenções de apuração e responsabilização atingem diferentes frentes do sistema financeiro nacional.
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