- Aena arrematou o leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, por R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88%, em disputa contra a RioGaleão e a Zurich Airport.
- A empresa espanhola, que já administra o Aeroporto de Congonhas, disputou 26 lances após iniciar com R$ 1,5 bilhão.
- O acordo prevê 20% do faturamento bruto da concessionária como contribuição variável até 2039, além da saída da Infraero da administração até março de 2026.
- Atualmente a RioGaleão é controlada pela parceria RioGaleão (Infraero com participação dominante) e pela Vinci e Changi; a mudança reforça o portfólio da Aena no Brasil, que já opera 17 aeroportos, incluindo Recife e Maceió.
- O novo modelo de repactuação busca reequilibrar economicamente o ativo e manter a operação sob concessão privada, evitando a devolução ao poder público (estratégia já utilizada em outras concessões).
Aena arrematou o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, em leilão de repactuação realizado nesta segunda-feira (30) na B3, em São Paulo. A empresa brasileira atual concessionária RioGaleão ficou em segundo lugar, após disputa a viva-voz de 26 lances.
A oferta vencedora foi de R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88% sobre o lance inicial de R$ 1,5 bilhão. A licitação contou com a participação da atual concessionária RioGaleão, da Zurich Airport e da Aena, que opera o Aeroporto de Congonhas.
A repactuação visa manter a operação do Galeão e reequilibrar economicamente o contrato. O acordo prevê saída da Infraero da administração até março de 2026 e cobrança de contribuição variável de até 20% do faturamento bruto até 2039.
A Aena, que já administra Congonhas e opera 17 aeroportos no Brasil, passa a controlar dois dos maiores terminais nacionais. O Galeão atende a demanda de voos nacionais e internacionais, com recorde de 17,8 milhões de passageiros em 2025.
O leilão ocorreu após o governo federal buscar soluções para o impasse da concessão. O modelo de repactuação, utilizado também em rodovias, pretende preservar a continuidade da operação, sem devolução ao poder público.
Historicamente, a concessão do Galeão foi arrematada em 2013 por um consórcio liderado pela Changi e Odebrecht, com ágio próximo de 300%. A RioGaleão atualmente detém 49% da concessão, com participação da Vinci e da Changi, após mudanças ocorridas em 2025.
A próxima repactuação no setor aeroportuário deve envolver o Aeroporto de Brasília, com análise do TCU prevista para esta semana. O objetivo é manter a operação estável e evitar novos conflitos contratuais.
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