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Bitcoin mantém-se em US$ 67 mil com perspectivas de novas quedas

Bitcoin fica em torno de US$ 67 mil, com analistas apontando espaço para novas quedas ante tensões no Oriente Médio, petróleo elevado e dólar forte

Foto: Shutterstock
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  • O Bitcoin opera em torno de US$ 67 mil, subindo 1,4% para US$ 67.509; também foi visto perto de US$ 65 mil no fim de semana. Em reais, about US$ 67.509 equivale a aproximadamente R$ 354.280.
  • Ethereum avança 2,8%, para US$ 2.053; Solana sobe 2,3% e XRP aumenta 1,3%.
  • O mercado segue reagindo à continuidade da guerra entre Estados Unidos e Irã, com a entrada de Houthis no conflito e o envio de tropas americanas ao Oriente Médio.
  • Analistas apontam visão de curto prazo negativa para o BTC, citando choque no petróleo, mudanças nas expectativas de juros e um dólar mais forte, com provável teste da faixa entre US$ 66.000 e US$ 68.000.
  • Alguns especialistas alertam que, se houver redução das tensões e alívio nos preços do petróleo, o Bitcoin pode se recuperar acima de US$ 70 mil; caso contrário, há espaço para queda até perto de US$ 60 mil.

Bitcoin manteve a casa dos US$ 67 mil nesta segunda-feira, após recuo para cerca de US$ 65 mil no fim de semana. A cotação indica alta de aproximadamente 1,4% frente ao pregão anterior, com o BTC em US$ 67.509. Em reais, a moeda digital fica em cerca de R$ 354.280, segundo o Portal do Bitcoin.

A alta ocorre mesmo diante da fraqueza do mercado observado recentemente. No fim de semana, o conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e aliados ganhou espaço, com ações de forças regionais que ampliaram as tensões. Além disso, a chegada de tropas americanas ao Oriente Médio aumentou o nervosismo entre investidores.

Paralelamente, o Wall Street Journal relatou que o presidente americano avalia uma operação para remover material de urânio enriquecido do Irã, embora ainda sem decisão tomada. O Irã lançou ataques a duas fábricas de alumínio, elevando o preço do metal e ampliando impactos econômicos da guerra, além do petróleo.

Contexto geopolítico

Analistas destacam que o cenário de curto prazo para o Bitcoin é de pressão negativa. Fatores como o repique no petróleo e expectativas de juros mais rígidos reduzem a liquidez global, o que tende a punir ativos de risco, como criptomoedas. O fortalecimento do dólar também contribui para indicar saída de capitais de mercados mais voláteis.

O índice de sentimento de criptomoedas, que mede o medo no mercado, permanece em níveis baixos, sinalizando temor elevado entre os investidores. Especialistas apontam que choques adicionais no Oriente Médio podem manter o Bitcoin sob pressão, com suporte em US$ 60 mil como possibilidade caso haja continuidade dessa linha de eventos.

Perspectivas e câmbio de humor

Comentários de gestores de criptomoedas apontam que a tensão entre EUA e Irã, associada a incertezas sobre o fornecimento de petróleo, tende a impedir cortes das taxas de juros pelo Federal Reserve, o que pressiona o preço das criptomoedas. Mesmo com a recuperação recente, a visão predominante é de espaço para quedas adicionais caso as condições geopolíticas se mantenham desfavoráveis.

Alguns analistas indicam que, se houver alívio na região do Estreito de Ormuz e nos preços do petróleo, o Bitcoin pode reacender e superar US$ 70 mil. Ainda assim, o cenário atual é de cautela, com o mercado de criptomoedas refletindo o ambiente macroeconômico mais amplo.

Observações finais

O mercado acompanha a evolução do conflito e as movimentações de política externa. Dados recentes também destacam a volatilidade típica de ativos de risco em momentos de tensão internacional. O Bitcoin segue próximo de níveis observados na sexta-feira, sem sinal claro de mudança de tendência de curto prazo.

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