- Fevereiro de 2026 teve o Dolphin Mini no topo do varejo brasileiro, com 4.810 emplacamentos, à frente do Tera, com 3.856.
- O feito é visto como resultado de três anos de estratégia da BYD no Brasil: EV acessível, expansão do portfólio e produção local.
- O Dolphin Mini já vendeu mais de 62 mil unidades desde o lançamento; em 2024 foram 21.944, em 2025, 32.459, e até fevereiro de 2026 são 7.606, na liderança sobre o Tera (7.521).
- A BYD abriu fábrica em Camaçari, Bahia, first planta da empresa fora da China, com investimento de 5,5 bilhões de reais, capacidade inicial de 150 mil veículos por ano e expansão para 300 mil; operação em regime SKD.
- Também foi anunciado o Centro de Testes e Avaliação Automotiva no Galeão, no Rio de Janeiro, com investimento de 300 milhões de reais, previsão de inauguração em 2028, além da entrada da linha premium Denza no Brasil.
Em fevereiro de 2026, o Dolphin Mini da BYD tornou-se o carro mais vendido no varejo brasileiro, com 4.810 emplacamentos. A liderança ficou à frente do Volkswagen Tera, com 3.856 unidades, segundo a Fenabrave. O feito encerra um ciclo de três anos de estratégia.
A BYD consolidou uma transição de produto, produção local e canais de venda para sustentar o avanço. A meta é oferecer EVs acessíveis, ampliar a linha, fortalecer a operação no Brasil e abrir espaço para modelos premium no futuro.
Participação de mercado
O Dolphin Mini liderou o varejo; o Song ficou em 4º lugar, com 3.167 unidades. A BYD somou 13,47% de participação entre veículos de passeio no varejo; vendas diretas deram 7,95% do mercado total, ficando em 5º lugar.
A empresa destacou a expansão de venda direta para pequenas empresas, apontando o canal como responsável por cerca de 25% a 26% do mercado. Locadoras ficam entre 24% e 25%. A BYD fechou acordo com a Localiza&Co para 10 mil veículos nos próximos dois anos.
Fábrica na Bahia
Em julho de 2025 saiu o primeiro Dolphin Mini 100% elétrico produzido no Brasil. A fábrica de Camaçari, na Bahia, é a primeira unidade da BYD fora da China dedicada a carros elétricos e híbridos. O investimento foi de R$ 5,5 bilhões.
O complexo ocupa 4,6 milhões de m² e terá capacidade inicial de 150 mil veículos por ano, com expansão prevista para 300 mil na segunda fase. A produção no Brasil começa pelo regime SKD e pode evoluir para montagem completa.
Centro de testes
A BYD anunciou a criação de um Centro de Testes e Avaliação Automotiva no Brasil, com investimento de R$ 300 milhões. O espaço ficará no Galeão, no Rio de Janeiro, e servirá de vitrine tecnológica.
O centro funcionará como base de validação de veículos em uso real, com foco em inovações para mobilidade futura, incluindo direção autônoma. As obras começam em 2026, com inauguração prevista para 2028.
Portfólio premium
Além do foco de entrada, a BYD abriu a linha premium Denza no Brasil, com três modelos: B5, Z9 GT e D9. A empresa analisará fabricação local de Denza em Camaçari, conforme a aceitação do mercado.
Ao mesmo tempo, o Atto 8, SUV híbrido plug-in de luxo com sete lugares e tração integral, foi lançado no início de março. A estratégia mira ampliar a presença da BYD em segmentos distintos.
Síntese da estratégia
Fevereiro mostrou maturação da estratégia: não apenas vender mais, mas consolidar o EV como opção dominante pelo varejo. Em 2024 a BYD já era nona em participação; em 2026 já lidera o varejo com o Dolphin Mini.
A liderança é vista como validação de uma aposta de longo prazo. Baldy aponta ambição de liderar as vendas no Brasil até 2030, apoiada pela verticalização da produção e expansão de portfólio.
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