- O Fundo Monetário Internacional afirma que a guerra no Oriente Médio eleva a energia e pressiona os mercados globais.
- O Estreito de Ormuz concentra entre 25% e 30% do petróleo mundial e 20% do GNL, tornando-se um gargalo que eleva custos para Ásia e Europa.
- A interrupção no envio de fertilizantes por Ormuz aumenta preocupações com os preços de alimentos, coincidindo com a temporada de plantio no Hemisfério Norte.
- O conflito está redesenhando rotas de transporte: redirecionamento de petroleiros e navios aumenta fretes, seguros e prazos, e o tráfego aéreo no Golfo afeta turismo e comércio.
- Nos mercados financeiros, houve queda de bolsas, alta de juros em economias avançadas e maior volatilidade, com impacto assimétrico sobre importadores de energia e países de baixa renda.
O FMI anunciou que a guerra no Oriente Médio elevou os custos de energia, prejudicou cadeias de suprimentos e pressionou mercados globais. O relatório foi publicado nesta segunda-feira, 30, e evidencia impactos assimétricos, especialmente aos importadores e aos países com menos reservas.
Segundo o FMI, o fechamento do Estreito de Ormuz e danos à infraestrutura regional criam um dos maiores gargalos da história do petróleo, com efeito direto sobre custos de combustível para a Ásia e a Europa.
A instituição aponta que cerca de 25% a 30% do petróleo mundial e 20% do GNL passam por Ormuz, elevando fretes e seguros e alongando prazos logísticos. A interrupção afeta também fertilizantes, num momento crítico de plantio no Hemisfério Norte.
O relatório ressalta ainda que o redirecionamento de navios de petroleiros e contêineres aumenta custos de transporte e riscos associados, além de afetar o tráfego aéreo em hubs do Golfo, com impacto no turismo e no comércio.
No aspecto financeiro, o FMI observa desestabilização de ativos: bolsas recuaram, juros de títulos subiram em economias avançadas e a volatilidade aumentou, retraindo condições de crédito globalmente.
Para economias de baixa renda, o relatório destaca maior vulnerabilidade por terem reservas menores e dependência elevada de importações de energia, fertilizantes e alimentos, elevando o risco de aperto fiscal e social.
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