- Jerome Powell disse que as expectativas de inflação de longo prazo parecem bem ancoradas, mas o Fed acompanha de perto os impactos do conflito entre EUA, Israel e Irã.
- Segundo ele, ainda não é hora de agir; o banco central está na posição de observar e aguardar mais evidências de que a inflação se aproxima de 2%.
- O preço do petróleo subiu desde o início da guerra, podendo pressionar a inflação e, ao mesmo tempo, reduzir a demanda e o crescimento.
- O Fed mantém a meta de máximo emprego e inflação estável, avaliando choques de oferta e monitorando as expectativas inflacionárias.
- No mercado de crédito privado, houve nervosismo recente e alguns fundos chegaram a impedir saques; Powell afirmou que há monitoramento e não detecta contágio generalizado no momento.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que as expectativas de inflação de longo prazo parecem bem ancoradas, mas o banco acompanha o impacto da guerra entre EUA, Israel e Irã. A declaração ocorreu durante evento na Universidade Harvard, em Cambridge, Massachusetts, na segunda-feira (30).
Powell destacou que, além do curto prazo, as expectativas seguem sob controle, porém os efeitos do conflito ainda demandam vigilância. A política monetária, segundo ele, está preparada para reagir se surgir necessidade, mas ainda não houve sinal claro de mudança.
Ele afirmou que não é possível prever os impactos econômicos, e que o Fed permanece em posição de aguardar. A avaliação é de que a política atual oferece espaço para observar desenvolvimentos.
A guerra elevou o preço do petróleo desde o início do conflito, o que pode pressionar a inflação e reduzir a demanda e o crescimento. Esse cenário complica a formulação de decisões do Fed.
Para a instituição, o desafio é equilibrar a inflação estável com o pleno emprego. A fala ressalta a importância de monitorar choques de oferta e as expectativas de inflação de forma contínua.
Títulos do Tesouro tiveram alta após os comentários, enquanto ações reagiram positivamente. O Fed manteve as taxas de juros estáveis no início deste mês pela segunda reunião consecutiva.
Powell indicou que só haverá cortes de juros se houver evidências consistentes de que a inflação está próxima da meta de 2%. A sinalização reforçou cautela antes de qualquer alteração na curva de juros.
Mercado de crédito privado tem mostrado nervosismo recente, com saques antecipados e fundos impedindo retiradas. Esse ambiente tem aumentado a volatilidade entre investidores.
Sobre o tema, Powell disse que a autoridade acompanha o quadro com cuidado e vê uma correção no setor, sem indicar sinais de contágio sistêmico no momento.
A declaração enfatua a atuação do Fed com base em dados, mantendo neutralidade e foco na estabilidade macroeconômica. As autoridades continuam monitorando indicadores antes de decisões futuras.
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