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Queda de preços do ouro e prata: demanda por refúgio cai com a guerra no Irã

Ouro cai quase 25% frente ao pico, enquanto dólar firme e rendimentos elevados reduzem a demanda por refúgio em meio ao risco geopolítico

FILE. A shopkeeper waits for customers as jewelry is displayed at a gold market in Dubai, UAE, Apr. 2025
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  • O preço do ouro caiu quase 25% desde o pico, com o metal recuando de US$ 5.602 no fim de janeiro para patamar próximo de US$ 4.100, e operando perto de US$ 4.500 no momento.
  • A guerra no Irã elevou preços do petróleo e pressões inflacionárias, mas a alta liquidez e a busca por ativos de maior rendimento reduziram a demanda por ouro.
  • Em 2025 o ouro teve alta de mais de sessenta por cento, impulsionado por bancos centrais e proteção contra incertezas; em 2026 houve rápida reversão de posições alavancadas.
  • Rendimentos mais altos dos títulos do Tesouro dos EUA e um dólar mais forte foram os principais fatores que desfavoreceram o ouro, diante de uma corrida por liquidez.
  • A prata caiu cerca de cinquenta por cento desde o pico de US$ 121, e cadencia em torno de US$ 70, mantendo apoio fundamental de demanda industrial a longo prazo.

O preço do ouro caiu quase 25% desde o seu recorde, mesmo com a continuidade do conflito no Irã pesando sobre a economia mundial. A queda ocorre em meio a uma demanda por liquidez e por ativos de maior rendimento, diante de pressões inflacionárias geradas pelo petróleo elevado.

O recuo acontece apesar de o ouro ter atingido US$ 5.602 por onça no fim de janeiro e ter sinalizado novas altas no início de março. Atualmente, opera em torno de US$ 4.500 por onça. A prata acompanha o movimento, com recuo ainda mais acentuado.

As condições macroeconômicas predominantes incluem rendimento mais alto de Treasuries dos EUA e um dólar firme, que elevam o custo de oportunidade de manter metais sem rendimento. O cenário tem acelerado a comercialização por parte de traders alavancados.

Contexto e impactos no mercado

O conflito no Irã elevou os preços do petróleo e alimentou temores de inflação, mas a reação de investidores foi priorizar liquidez e ativos com retorno, reduzindo a posição em ouro e prata.

Além disso, a força do dólar tornou o acesso internacional aos metais mais oneroso. O ajuste de carteiras refletiu uma saída rápida de posições alavancadas em futuros e fundos negociados em bolsa.

Desempenho recente de prata

A prata, que costuma amplificar os movimentos do ouro, registrou queda maior. A cotação pulverizada chegou a US$ 121 pouco depois de o ouro atingir o pico, mas recuou para a casa de US$ 61 no ponto mais baixo, operando ao redor de US$ 70.

No ano anterior, a prata teve alta destacada, impulsionada pela demanda industrial de painéis solares, eletrônicos e veículos elétricos, o que não se repetiu em 2026 devido aos mesmos obstáculos do dólar e dos rendimentos.

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