Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

TotalEnergies lucra US$ 1 bilhão com aposta em petróleo do Oriente Médio

TotalEnergies lucra mais de US$ 1 bilhão ao dominar compras de petróleo no Oriente Médio, aproveitando interrupções no Estreito de Hormuz que elevam o Dubai crude

FILE - The logo of TotalEnergies is seen at the company's headquarters skyscraper in the La Defense business district in Courbevoie near Paris, France. 1 March 2023.
0:00
Carregando...
0:00
  • TotalEnergies teria tido lucro superior a $1bn ao comprar cargas de petróleo do Oriente Médio, em meio a interrupções provocadas pela guerra.
  • A empresa teria dominado o mercado de crude do Oriente Médio em março, adquirindo cerca de 70 cargas de crude produzido nos Emirados Árabes Unidos e Oman para carregamento em maio.
  • A oportunidade surgiu após a suspensão, pela Platts, de nomeações de grades de crude que passam pelo estreito de Hormuz, reduzindo a oferta e elevando a liquidez de forma desigual.
  • O preço do Dubai crude subiu de cerca de $70 por barril antes do conflito para cerca de $170 por barril na semana passada, enquanto o Brent atingiu picos próximos de $ 120 e recuou para aproximadamente $ 113.
  • A liderança da TotalEnergies reconheceu impactos da guerra e comentou que cortes de produção no Oriente Médio representam parte de sua produção global, com o Brent subindo e margens de refino se tornando mais voláteis.

TotalEnergies assegurou lucros acima de US$ 1 bilhão ao atuar no mercado de petróleo do Oriente Médio durante março, quando conflitos regionais provocaram distúrbios nos preços. A empresa francesa comprou cargas de crude produzidas nos Emirados Árabes Unidos e Oman, disponíveis para carregamento em maio, aproveitando a abertura criada pela crise.

Segundo o Financial Times, a empresa moveu cerca de 70 cargões de petróleo, mais que o dobro das aquisições feitas em fevereiro, conforme fonte próxima ao conglomerado. A Total não emitiu declarações públicas sobre operações de trading, limitando-se a não comentar atividades comerciais.

A conjuntura decorreu da interrupção de envio pelo Estreito de Hormuz, causada pela tensão entre Irã e outros atores regionais. A suspensão de nomeações no benchmark Dubai crude pela S&P Global Platts ocorreu em 2 de março, reduzindo a variedade de grades disponíveis para precificação.

Com menos opções de entrega, o mercado ficou mais vulnerável a grandes players. A Platts informou que três das cinco grades usuais do benchmark ficaram de fora, restando apenas Murban de Abu Dhabi e crude de Oman para entrega, o que reduziu o volume entregável em cerca de 40%.

A atividade de negócios no mercado de Dubai aumentou, mas apenas a TotalEnergies teria conseguido contratos parciais suficientes para formar um carregamento completo, aponta o FT. O preço do Dubai crude disparou de cerca de US$ 70 por barril antes do conflito para níveis próximos de US$ 170 na semana passada.

O Brent, referência internacional, atingiu pico próximo a US$ 120 por barril em meados de março, recuando para aproximadamente US$ 113 no fim da semana anterior. A volatilidade refletiu a nova dinâmica de oferta e demanda gerada pela crise.

Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, reconheceu publicamente os impactos da disrupção, afirmando que as margens de refino nunca estiveram tão altas e que o mercado de produtos petróleo está descoordenado. Ele também alertou sobre possíveis impactos nos preços de gás na Europa se o conflito persistir.

Em comunicados oficiais, a Total detalhou que, entre 13 de março, houve fechamento ou paralisação de operações na região do Qatar, Iraque e Emirados, representando cerca de 15% da produção global. O grupo ressaltou, porém, que as barris do Oriente Médio respondem por cerca de 10% do fluxo upstream, compensados por um salto de US$ 8 por barril no Brent.

Mercados asiáticos, grandes compradores, enfrentaram forte pressão com o aumento do Dubai crude. Alguns refinadores pleitearam mudança da referência de preço da Arábia Saudita do Dubai para o ICE Brent, segundo a Argus. Em 20 de março, a Platts também suspendeu o ajuste de qualidade para Murban para ampliar a oferta negociável.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais