- O Banco Central ampliou a participação do ouro nas reservas internacionais em 2025, para 7,19% (cerca de US$ 26 bilhões).
- As reservas totais subiram de US$ 329,7 bilhões em 2024 para US$ 358,2 bilhões em 2025.
- O ouro passou de 3,55% para 7,2% da carteira, em busca de diversificação e proteção contra choques externos.
- A métrica de risco VaR caiu de 5,2% em 2024 para 4,4% em 2025, indicando menor risco do portfólio.
- A rentabilidade em dólar das reservas foi de 9,18% no período; em reais, o resultado foi -2,97% devido à valorização do real.
O Banco Central ampliou a participação do ouro nas reservas internacionais em 2025, de acordo com o Relatório de Gestão divulgado nesta terça-feira (31.mar.2026). O metal passou a representar 7,19% do portfólio, cerca de US$ 26 bilhões, quase o dobro do fim de 2024 (3,55%). As reservas totalizaram US$ 358,2 bilhões em 2025, ante US$ 329,7 bilhões em 2024.
As reservas internacionais do Brasil cresceram para sustentar uma carteira mais diversificada e protegida frente a choques externos. O montante é composto por ouro e títulos soberanos, entre outros ativos, administrados pelo BC.
O ouro é visto como ativo de segurança diante de inflação, desvalorização cambial e crises. No período, a commodity registrou alta de quase 50%, refletindo o movimento de diversificação da carteira oficial.
Contexto e impactos
O valor em ouro passou de 3,55% para 7,19% do portfólio, conforme dados do relatório. A participação em dólares na carteira caiu de 76,8% para 72%, enquanto o ouro ganhou peso dentro da composição.
O risco do portfólio, medido pela VaR, caiu de 5,2% em 2024 para 4,4% em 2025, sinalizando redução do risco potencial de perdas.
Rentabilidade e composição
A rentabilidade das reservas, medida em dólar, ficou em 9,18% no ano, com 5,26% de juros e variação de valor de títulos, mais 3,92% pela variação cambial entre moedas. Em reais, o resultado foi negativo em 2,97% devido à valorização do real.
Na composição por ativos, houve queda na participação de títulos soberanos (de 74,3% para 71,7%) e supranacionais (de 16,9% para 15,3%). O ouro valorizou-se de 3,55% para 7,2%, enquanto outros ativos subiram de 5,3% para 5,8%.
Moedas e distribuição
A distribuição por moedas manteve o dólar como principal componente (de 76,8% para 72%). O ouro passou a representar 7,19%, seguido pelo euro (de 5,3% para 6,6%) e pelo yuan chinês (de 4,8% para 5,94%).
Tendências globais
A tendência de aumento da exposição ao ouro acompanha o movimento de bancos centrais globais nos últimos anos, como forma de proteção a choques externos e possíveis restrições ao uso de moedas fortes em cenários geopolíticos mais tensos.
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