- Em março, os futuros do Brent subiram 64% e o WTI avançou 52%, com investidores acompanhando sinais sobre a guerra com o Irã.
- O WTI para maio fechou em queda de 1,46%, a US$ 101,38 o barril, enquanto o Brent para maio subiu 4,94%, a US$ 118,35 o barril.
- O Brent registrou ganho mensal recorde de 64% no mês, e o WTI ganhou cerca de 52%, o maior salto desde maio de 2020.
- O contrato de Brent para maio expirou, com a liquidez caindo conforme investidores migraram para o contrato de junho, que fechou em queda de 3,18%, a US$ 103,97 por barril.
- A produção da Opep caiu 7,3 milhões de barris por dia em março, para 21,57 milhões bpd, o menor nível desde junho de 2020, em meio a cortes de exportações.
O preço do petróleo subiu em março, com o Brent registrando alta mensal de 64% e o WTI, de 52%. O desempenho veio em meio a sinais contraditórios sobre o rumo da guerra com o Irã e a possibilidade de intensificação do conflito no Oriente Médio.
O petróleo Brent para maio fechou em alta de 4,94%, a 118,35 dólares o barril, na ICE. O WTI para maio, negociado na Nymex, caiu 1,46% para 101,38 dólares o barril.
Pelo dado da Opep, o Brent encerrou março com ganho mensal recorde de 64% e o WTI com alta de cerca de 52%, ambos os maiores saltos desde 2020, segundo a LSEG. O Brent ainda terminou o mês com liquidez menor no contrato de maio, expirando antes de migrar para junho.
O contrato de Brent para junho fechou em queda de 3,18%, a 103,97 dólares, após relatos de que o Irã pode estar disposto a encerrar a guerra, mas exige garantias. Analistas destacaram que o mercado reage a possíveis acordos e ao risco de interrupções.
O preço acompanhou a escalada de ataques à infraestrutura de energia no Golfo, o que alimentou a pior interrupção de fornecimento de petróleo e gás já registrada. A tensão geopolítica manteve o prêmio de risco elevado.
A Reuters aponta que a produção da Opep caiu 7,3 milhões de barris por dia em março, para 21,57 milhões bpd, o menor nível desde junho de 2020. O recuo ocorreu devido a cortes forçados nas exportações.
O mercado oscilou com as falas do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu reduzir operações militares. A incerteza sobre o tempo de intervenção e a oferta sustenta os movimentos de preço.
Analistas de energia destacam que, com o petróleo em patamar elevado, a dinâmica de oferta e demanda passa a depender de avanços nas negociações com o Irã e da resposta de produtores diante de um eventual fechamento do Estreito de Ormuz.
Especialistas ressaltam que, mesmo com medidas para liberar reservas, o efeito é limitado no tempo, mantendo a vulnerabilidade a choques de oferta. O geopolítico continua a influenciar fortemente o mercado.
Fontes: CNN Internacional e Reuters.
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