- O embaixador dos Estados Unidos no Canadá, Pete Hoekstra, afirmou que carros elétricos chineses comprados no Canadá não poderão entrar nos Estados Unidos pela fronteira.
- O Canadá concordou em permitir a entrada de até 49.000 veículos elétricos montados na China com tarifa significativamente reduzida.
- O acordo foi fechado em janeiro, quando o primeiro-ministro Mark Carney concordou em reduzir drasticamente a tarifa de algumas importações em troca de Pequim reduzir tarifas sobre produtos agrícolas canadenses, em encontro com Xi Jinping.
- A CEO da General Motors, Mary Barra, alertou que o pacto pode ameaçar a indústria automotiva da América do Norte.
- As declarações de Hoekstra não representam a política oficial dos EUA; a Casa Branca ainda não confirmou proibição, e autoridades preveem revisar o acordo dentro do processo do USMCA, gerando incerteza para a economia canadense.
O embaixador dos EUA no Canadá, Pete Hoekstra, afirmou que carros elétricos fabricados na China adquiridos no Canadá não poderão entrar nos Estados Unidos pelas fronteiras. A declaração ocorreu no contexto de tensões sobre políticas canadenses de comércio com a China.
O Canadá concordou, no início deste ano, em permitir a entrada de até 49.000 veículos elétricos montados na China com tarifa significativamente reduzida. Anteriormente, o país aplicava tarifa de 100% sobre estes veículos.
O acordo ocorreu durante uma viagem do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a Pequim, quando ele se reuniu com Xi Jinping. A meta era buscar tarifas menores para produtos agrícolas canadenses, em troca de concessões chinesas.
O alerta sobre impactos à indústria automotiva norte-americana veio da CEO da General Motors, Mary Barra, que disse ter preocupações com o pacto. Ela afirmou que a medida pode afetar a fabricação na região.
Hoekstra indicou que veículos chineses comprados no Canadá não poderão cruzar a fronteira para os EUA, em entrevista à Rebel News. Ele destacou que o carro pode coletar dados e enviar informações.
As declarações do embaixador não representam posição oficial da Casa Branca, que ainda não proibiu a entrada. A Casa Branca deve emitir, nos próximos meses, uma posição sobre o acordo comercial vigente nos EUA, México e Canadá.
Autoridades dos EUA devem revisar o tratado comercial vigente entre os três países. A incerteza em torno do acordo impacta as perspectivas econômicas do Canadá em meio a tensões com a China.
Representantes do governo canadense não responderam a pedidos de comentário até a publicação. A reportagem se baseia em informações da Dow Jones Newswires.
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