- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a equipe econômica estuda medidas para reduzir a inadimplência das famílias, a pedido do presidente Lula, mas não há prazo para anúncio.
- Durigan informou que teve reunião com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir o tema e que outras entidades serão convidadas para analisar o conjunto de medidas.
- A Febraban apresentou um diagnóstico sobre onde está a dívida das pessoas, destacando cartão de crédito, cheque especial e crédito consignado como itens relevantes.
- O compromisso de renda das famílias atingiu recorde em janeiro, com 29,3% da renda mensal comprometida com pagamentos.
- A inadimplência de 15 a 90 dias subiu de 4,86% para 5,48% em um ano, enquanto a inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,85% para 5,24%, atingindo o maior nível desde 2012.
O ministro da Fazenda, Durão Durigan, informou nesta terça-feira que a equipe econômica do governo do PT estuda um pacote de medidas para reduzir a inadimplência das famílias brasileiras. Não foi definido um prazo para o anúncio das ações.
O pedido do pacote partiu do presidente Lula na semana passada. Durigan diz que tem dialogado com ministérios e com setores do sistema financeiro para estruturar as propostas. Ele participou de reunião com a Febraban para tratar do tema.
Cenário atual da inadimplência
A reunião com a Federação Brasileira de Bancos ocorreu após Durigan confirmar que a Febraban apresentou um diagnóstico sobre onde está a dívida das pessoas, destacando crédito rotativo do cartão, cheque especial e crédito consignado como itens relevantes.
Segundo o Banco Central, o comprometimento de renda das famílias atingiu recorde em janeiro, ao chegar a 29,3% da renda mensal estimada para pagamentos. O indicador aponta aumento de 1,8 ponto percentual em 12 meses.
O BC também aponta alta da inadimplência de 15 a 90 dias, de 4,86% para 5,48% em 12 meses, maior nível desde 2020. A inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,85% para 5,24%, alcançando o maior patamar desde 2012.
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