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Fim da escala 6×1 pode custar até R$ 610 bilhões às empresas, diz Fecomércio-SP

Fim da escala 6x1 eleva custo da hora trabalhada, pode gerar prejuízos de até R$ 610,3 bilhões e pressionar preços em serviços, indústria e varejo

Redução da carga horária pode gerar custo bilionário e risco de demissões
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  • Fim da escala 6×1 pode custar de R$ 158,4 bilhões a R$ 610,3 bilhões às empresas, conforme o corte na jornada semanal.
  • Redução para quarenta horas semanais elevou a folha de pagamento do setor de serviços em quase R$ 77 bilhões; para trinta e seis horas, o aumento chega a R$ 337,7 bilhões.
  • Indústria, varejo, construção civil, agronegócio e turismo também sofreriam impactos, com os aumentos estimados em 40 horas: indústria R$ 35,9 bilhões; varejo R$ 30,4 bilhões; construção civil R$ 9,6 bilhões; agronegócio R$ 5,2 bilhões; turismo R$ 200,5 milhões. Em 36 horas: indústria R$ 122,1 bilhões; varejo R$ 100,6 bilhões; construção civil R$ 31,9 bilhões; agronegócio R$ 17,2 bilhões; turismo R$ 672,7 milhões.
  • Hoje, cerca de 35,7 milhões de trabalhadores com carteira assinada trabalham entre 40 e 44 horas semanais, equivalente a 62% do total celetista.
  • Efeitos adicionais incluem maior custo por hora, necessidade de reestruturação de escalas, possível repasse de custos aos preços e impacto em setores com presença física indispensável, como saúde e transporte público.

O fim da escala de trabalho 6×1 pode gerar um prejuízo às empresas que varia de R$ 158,4 bilhões a R$ 610,3 bilhões, conforme estudo da Fecomércio-SP. O levantamento analisa o custo adicional na folha de pagamentos com redução da jornada semanal sem corte de salários.

A pesquisa avalia cenários de redução para 40 horas e para 36 horas semanais. Em ambos, o custo da hora aumenta, pressionando setores com maior número de vínculos formais no Brasil, segundo a federação paulista.

O setor de serviços aparece como o mais impactado: sob 40 horas, a folha subiria quase R$ 77 bilhões; com 36 horas, chegaría a R$ 337,7 bilhões. A depender do segmento, os efeitos variam, mas são amplos e sistêmicos.

Impactos por setor

  • Indústria: de R$ 35,9 bilhões (40h) a R$ 122,1 bilhões (36h).
  • Varejo: de R$ 30,4 bilhões (40h) a R$ 100,6 bilhões (36h).
  • Construção civil: de R$ 9,6 bilhões (40h) a R$ 31,9 bilhões (36h).
  • Agronegócio: de R$ 5,2 bilhões (40h) a R$ 17,2 bilhões (36h).
  • Turismo: de R$ 200,5 milhões (40h) a R$ 672,7 milhões (36h).

A Fecomércio-SP afirma que aproximadamente 35,7 milhões de trabalhadores com carteira assinada já atuam entre 40 e 44 horas semanais, representando 62% dos vínculos celetistas. Em setores como agronegócio, construção, varejo e indústria, essa participação é ainda maior.

Segundo o estudo, reduzir a jornada sem ajuste salarial eleva o custo por hora e pode levar a demissões, redução de contratações, aceleração da automação e repasse de custos aos preços. Em serviços essenciais, o ajuste pode impactar atendimento e serviços públicos.

A federação destaca que mudanças desse tipo exigem calibragem cuidadosa. Em cenários mal preparados, há risco de inflação e de pressões sobre o consumidor, sobretudo onde a presença física do trabalhador é essencial.

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