- Ibovespa subiu 2,71% no pregão de março, para 187.462 pontos, e o mês fechou com queda de 0,97%.
- Dólar comercial caiu 1,31%, cotado a R$ 5,18, no mês a moeda acumulou alta de 2,21%.
- Otimismo veio após reportagem do Wall Street Journal de que o presidente dos EUA sinalizou encerrar a campanha militar no Oriente Médio, mesmo com o Estreito de Ormuz fechado.
- Irã divulgou que houve ligações entre representantes oficiais sobre a vontade de pôr fim à guerra, desde que haja garantias para evitar nova agressão.
- Os índices americanos reagiram com forte alta: Nasdaq subiu quase 4%, Dow Jones +2,49% e S&P 500 +2,91%.
O Ibovespa respondeu com alta expressiva na sessão de encerramento de março, acompanhando o otimismo global com a perspectiva de uma trégua no conflito no Oriente Médio. O índice subiu 2,71%, fechando aos 187.462 pontos. No mês, porém, o recorte mostra queda de 0,97%.
O dólar comercial caiu 1,31% frente ao real, cotado a 5,18. No mês, a moeda norte-americana acumula ganho de 2,21% frente ao real, refletindo volatilidade do cenário internacional.
Contexto externo e gatilhos
A sessão ganhou fôlego após reportagem do Wall Street Journal indicar que o presidente dos EUA sinalizou disposição para encerrar a atuação militar no Oriente Médio, mesmo com o Estreito de Ormuz, vital para o petróleo, sob tensão. A notícia elevou o ânimo dos mercados financeiros.
Mais tarde, o presidente americano afirmou ao New York Post que os EUA não permanecerão no Irã por muito tempo, sugerindo uma retirada gradual. Do lado iraniano, a agência estatal informou uma ligação entre o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o líder iraniano, com comentário de que há vontade de pôr fim ao conflito, desde que haja garantias para evitar repetição de agressões.
Perspectivas de mercado
Analistas destacaram que o otimismo pode se manter se houver avanços práticos na trégua, mas reconhecem que o cenário permanece volátil e sujeito a reações a novas informações. Alguns operadores lembraram que, mesmo com sinais de alívio, a tensão geopolítica continua a influenciar preços de ativos.
Nos Estados Unidos, os principais índices registraram forte recuperação. Dow Jones subiu 2,49%, S&P 500 avançou 2,91% e Nasdaq teve alta de 3,83%, capitalizando o ambiente de maior apetite ao risco entre investidores.
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