- Uzbequistão lançou o People’s IPO, permitindo que cidadãos comprem ações de grandes empresas estatais para se tornarem acionistas; a primeira oferta foi da bolsa Uzbek Republican Commodity Exchange (UZEX), com ações entre 12.900 e 18.000 soms e demanda com oversubscription.
- O objetivo é ampliar a participação pública na transformação econômica, desenvolver o mercado de capitais, atrair investimento de longo prazo e incentivar uma cultura de participação acionária; o estado mantém participação estratégica.
- Participação digital foi essencial, com candidaturas via sistemas de negociação eletrônica e aplicativos como o GoInvest; porém houve pressão nas infraestruturas de brokers, bolsa e suporte ao cliente, além de necessidade de educação financeira.
- Especialistas indicam que o programa representa uma mudança estrutural, tornando o mercado mais transparente, com maior governança corporativa e engajamento dos cidadãos.
- Programas semelhantes já existem em outros países, como Cazaquistão, Polônia e Reino Unido; se o modelo seguir, novas ofertas poderão ocorrer com maior participação do varejo e maior maturidade do mercado.
O programa People’s IPO de Uzbequistão abriu a oportunidade para cidadãos comuns se tornarem acionistas de empresas estatais. O lançamento ocorre em meio a reformas econômicas que visam reduzir o papel direto do Estado na economia e ampliar a participação privada. A iniciativa usa ofertar ações ao público via bolsa, com prioridade para cidadãos, mantendo o Estado com participação estratégica.
A primeira empresa a ser ofertada foi a Uzbek Bourse de Commodities (UZEX). A operação ocorreu com ações precificadas entre 12.900 e 18.000 soums, cerca de €0,89 a €1,24. Foram recebidas 12.600 inscrições e aprovadas 11.298, totalizando aproximadamente €2,95 milhões em investimento. A demanda superou a oferta.
Brokers destacaram o marco para o mercado de capitais do país. A demanda expressiva elevou o número de acionistas de cerca de 2.200 para 13.600 após a oferta pública secundária. A subscrição chegou a 128% e houve interesse também regional, não apenas da capital.
Os canais digitais tiveram papel central na inclusão de investidores. Aplicações ocorreram por sistemas eletrônicos e por apps, incluindo o GoInvest. Contudo, a alta demanda ao varejo exigiu suporte adicional de infraestrutura e educação financeira sobreIPO, retornos e riscos.
Especialistas veem o programa como modelo de participação pública que pode ser replicado. Programas semelhantes já foram usados em Cazaquistão e na Europa para ampliar o mercado, aumentar a transparência e manter o controle estratégico estatal.
A mudança de cultura financeira também é mencionada entre especialistas. A participação direta de cidadãos pode estimular o acompanhamento de desempenho, compreensão de riscos e foco em um planejamento de longo prazo. A diversificação continua sendo aconselhada.
Olhares para o futuro indicam que o People’s IPO pode se tornar instrumento regular de captação de capital, não apenas um fato isolado. A expectativa é de que novas ofertas ocorram em um ambiente mais maduro, envolvendo também empresas privadas.
Entre na conversa da comunidade