- As ações da LVMH caíram 28% no primeiro trimestre, a maior retração entre grandes empresas europeias do setor.
- O movimento reflete o impacto da guerra no Oriente Médio, a desaceleração do consumo de luxo e menor fluxo de turistas.
- A desvalorização reduziu a fortuna do CEO Bernard Arnault em US$ 55,4 bilhões no trimestre, para US$ 152,5 bilhões.
- Concorrentes também registraram quedas: Richemont caiu cerca de 20% e Hermès perdeu em torno de 25%.
- A LVMH deve divulgar os resultados do primeiro trimestre ainda neste mês, com foco na divisão de moda e artigos de couro.
As ações da LVMH registraram o pior início de ano da história, em meio à crise no luxo e à guerra no Oriente Médio. O recuo de 28% no primeiro trimestre maiorou a Instabilidade para grandes empresas europeias do setor, conforme análise da Bloomberg.
O movimento reflete a queda da demanda por itens de alto valor, agravada pela menor circulação de turistas. A guerra eleva incertezas globais, o que pesa sobre consumo de luxo e perspectivas de crescimento, especialmente nos EUA e na Ásia, com China enfrentando estabilidade ou queda nas vendas.
A LVMH é líder de mercado em receita e valor de marca, com forte presença em vinhos e destilados, setor pressionado há três anos. A dinâmica de turismo e viagens ajuda a explicar parte da retração das vendas de luxo.
Desempenho de pares e impactos no mercado
Entre os concorrentes, Richemont caiu cerca de 20% em Zurique e Hermès recuou cerca de 25%. As falhas acima contribuíram para pressionar bolsas europeias, refletindo o ambiente desafiador para o setor.
A empresa deve divulgar os resultados do primeiro trimestre ainda neste mês, com foco na divisão de moda e artigos de couro, que inclui Louis Vuitton e Dior Couture. O desempenho nesses itens costuma marcar o ritmo do grupo.
Fortuna de acionistas e fatores regionais
A desvalorização derrubou a fortuna de Bernard Arnault, CEO da LVMH, em US$ 55,4 bilhões no trimestre, para cerca de US$ 152,5 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Foi a maior perda entre os 500 mais ricos do mundo no período.
Antes da escalada do conflito, a diretora financeira Cécile Cabanis apontou crescimento significativo no Oriente Médio, que antes representava cerca de 6% da receita. O grupo depende mais dos EUA e da Ásia, incluindo a China, onde as vendas ficaram estáveis ou em queda no último ano.
Perspectivas para o grupo
Ao longo do trimestre, a participação da família Arnault na companhia ficou acima de 50%. Analistas observam que a LVMH tende a funcionar como um termômetro da confiança global, com o sinal de incerteza refletindo no consumo de luxo e no efeito riqueza.
- Fonte: Bloomberg, com colaboração de Tara Patel e Jack Witzig.
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