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Alta do querosene de aviação pode gerar consequências severas, diz Abear

Abear afirma que reajuste de até 56,26% no QAV eleva custos operacionais das companhias, pressionando preços de passagens e limitando conectividade

No caso do consumidor, a tendência é que o reajuste afete os preços das passagens
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  • Petrobras anunciou reajuste de até 56,26% no preço do querosene de aviação, válido a partir de 1º de abril de 2026, segundo a Abear.
  • A Abear afirma que o reajuste terá consequências severas na abertura de novas rotas, na oferta de serviços e na conectividade do país.
  • A nota da Abear aponta que o QAV passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que pode influenciar o preço das passagens.
  • A precificação do QAV acompanha a paridade internacional, intensificando os impactos de oscilações do preço do barril no mercado doméstico, ainda que mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente.
  • A entidade defende mecanismos para reduzir os impactos do aumento do QAV, buscando manter o desenvolvimento do transporte aéreo e a conectividade nacional.

A Abear, Associação Brasileira das Empresas Aéreas, informou nesta quarta-feira que o reajuste de até 56,26% no preço do querosene de aviação terá consequências severas para a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, reduzindo a conectividade do país. A Petrobras havia anunciado a medida.

O reajuste já vale a partir de hoje e deve impactar diretamente os custos de operação das companhias aéreas. Para os consumidores, a tendência é que os preços das passagens também subam. A Petrobras disponibilizou a tabela de preços atualizada.

A associação destacou que a precificação do QAV acompanha a paridade internacional, intensificando as oscilações do preço do petróleo sobre o mercado doméstico e elevando os custos das companhias. A Abear espera mecanismos para mitigar impactos.

‘É fundamental reduzir os efeitos do aumento do QAV para garantir o desenvolvimento do transporte aéreo e a conectividade nacional’, afirma a nota da Abear. O texto também aponta que mais de 80% do QAV consumido no Brasil é produzido internamente.

Impacto sobre custos e cenário regulatório

A Abear ressalta que o QAV representa cerca de 45% dos custos operacionais das aéreas, conforme a nova configuração de preços. O aumento anterior, de 9,4%, já estava em vigor desde 1º de março.

A entidade também reforça a necessidade de políticas que atenuem choques externos e mantenham a sustentabilidade econômica das operações. A Petrobras não cometeu com mais detalhes, além da divulgação da tabela de preços.

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