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Nike prevê queda de até 4% na receita com pressão sobre turnaround sob novo CEO

orientação aponta queda de até quatro por cento na receita, com China e Europa, Oriente Médio e África pressionando o turnaround e ações caem quase dez por cento

Nike afirma que retomada das vendas deve demorar mais
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  • A Nike projetou queda de 2% a 4% na receita no trimestre atual e queda de um dígito no restante do ano, conforme divulgado em teleconferência de resultados.
  • As ações caíram quase 10% na manhã desta quarta-feira, com retração acentuada na pré-mercado; o papel já acumula queda de aproximadamente 17% no ano até ontem.
  • O desempenho fraco é puxado por China e região EMEA, enquanto a América do Norte mostrou resistência.
  • No terceiro trimestre fiscal, a receita foi de US$ 11,3 bilhões, em linha com expectativas, mas estável em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Hill busca reverter queda em China e na marca Converse, além de enfrentar estoques altos na Europa, Oriente Médio e pressões de tarifas que afetam a margem bruta.

A Nike divulgou um guidance abaixo das expectativas para o próximo ano, ampliando a pressão sobre o turnaround sob o comando do novo CEO, Elliott Hill. A empresa prevê queda de 2% a 4% na receita no trimestre atual e recuo de até um dígito no restante do ano civil. Analistas ouvidos pela Bloomberg projetavam crescimento de 2% no trimestre e ganhos maiores ao longo do ano.

A direção afirmou que o trabalho de reestruturação é complexo e enfrenta atrasos em algumas frentes, mas a bússola estratégica permanece clara e a urgência é real. Os ventos contrários atingem diversas regiões, apesar de sinais positivos na América do Norte.

Os papéis caíram quase 10% na negociação pré-mercado desta quarta-feira, refletindo o guidance aquém do esperado. Até o fechamento de terça, as ações tinham recuado 17% no ano. Hill busca recuperar o domínio da empresa com foco maior em basquete e corrida, enquanto enfrenta desafios na China e com a marca Converse.

A empresa aponta estoques elevados na Europa e no Oriente Médio e interrupções logísticas associadas a conflitos regionais, que podem aumentar a volatilidade nos negócios. A fraqueza na China e em outras áreas também chamou atenção entre analistas.

No terceiro trimestre fiscal, a Nike reportou receita de US$ 11,3 bilhões, estável frente ao mesmo período do ano anterior e acima da média de estimativas de analistas, segundo a Bloomberg. A norte-americana segue apresentando liquidez, enquanto a demanda na Europa e no Oriente Médio mostra pontos de fricção.

Regiões aparecem com interpretações distintas: a América do Norte mostra retomada de demanda e estoques controlados, sinalizando expectativa de crescimento modesto no restante do ano. A Nike planeja apresentar uma orientação de longo prazo em evento para investidores no outono.

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