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Política monetária está bem posicionada, afirma membro do Fed

Fed mantém a taxa básica; Musalem destaca riscos de inflação ligados à guerra no Oriente Médio e impactos sobre consumo e cadeias globais

Alberto Musalem, do Fed de St. Louis
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  • O governador do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que não vê necessidade, no curto prazo, de alterar a política de juros dos EUA.
  • Ele alertou para riscos crescentes de inflação ligados à guerra no Oriente Médio, destacando impactos potenciais nos preços de combustíveis, alumínio e fertilizantes.
  • Musalem disse que choques de oferta podem ter efeito mais persistente na inflação e nas expectativas, exigindo cautela.
  • O Fed manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% na última reunião, e não houve sinais de cortes iminentes, ainda que haja expectativa de queda no ano.
  • O dirigente mencionou que, em diferentes cenários, podem haver tanto cortes quanto aumentos das taxas, dependendo de evoluções do mercado de trabalho, da inflação subjacente e das expectativas de inflação.

O governador do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou nesta quarta-feira que não há necessidade, no curto prazo, de alterar a política de juros dos EUA. Ele participou de um evento no American Enterprise Institute, em Washington.

Musalem destacou que a política está bem posicionada para enfrentar os riscos atuais e que a taxa básica deve permanecer estável por algum tempo. O economista apontou incertezas associadas ao conflito no Oriente Médio e à política tarifária como fatores que podem influenciar gastos de consumidores e empresas.

Ele ressaltou que pressões como preços mais altos de combustíveis, alumínio e fertilizantes podem impactar a economia. Os riscos para o mercado de trabalho e para a inflação, segundo o governador, apontam para direções desfavoráveis, com possível enfraquecimento do emprego e inflação acima da meta.

Riscos externos e incerteza econômica

Musalem disse que, historicamente, o Fed tem ignorado choques de oferta como temporários, mas a situação atual exige cautela. A inflação subjacente persiste acima da meta, segundo ele, o que pode tornar os choques de oferta mais persistentes.

O governador afirmou que choques de oferta podem afetar a inflação e as expectativas, especialmente pela dificuldade de separar efeitos transitórios de demanda de pressões mais duradouras. A visão dele é de que a avaliação depende de dados e do comportamento da inflação ao longo do tempo.

No mês passado, o Fed manteve a taxa entre 3,50% e 3,75%, avaliando impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã. Membros do comitê de política monetária não sinalizaram necessidade de mudança iminente na direção da política de juros.

Musalem informou que há cenários tanto para redução quanto para aumento das taxas no futuro, dependendo de como evoluirão o mercado de trabalho e as pressões inflacionárias. A ideia é manter flexibilidade, sem abrir mão da estabilidade financeira.

Ele acrescentou que as condições financeiras continuam em território geral favorável e que a tensão no crédito privado não indica problemas sistêmicos. A opinião dele reforça a necessidade de monitoramento contínuo de indicadores antes de qualquer mudança de curso.

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