- A Petrobras aumentou em 55% o preço do querosene de aviação para distribuidoras, a partir de 1º de abril, em meio à alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
- Em março, o reajuste já tinha sido de 9,4%.
- O economista Ricardo Buso afirmou em entrevista ao Conexão Record News que o combustível representa 30% do custo de operação aérea.
- Segundo ele, cada dólar de alta no preço do querosene gera cerca de 10% de elevação no valor da passagem, com potencial de alta de até 30% no curto prazo.
- O pesquisador avalia que o reajuste pode afetar planos de turismo e aviação em 2026, devido ao impacto na cadeia de transporte e ao contexto de incentivos fiscais e feriados.
A Petrobras anunciou o aumento dos preços do querosene de aviação às distribuidoras a partir desta quarta-feira, 1º de mês. O reajuste foi de 55% e ocorre em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. Em março, o reajuste já havia ficado em 9,4%.
Especialistas apontam que o combustível representa cerca de 30% do custo de operação das companhias aéreas. A cada dólar de alta no preço do querosene, há impacto imediato nos custos operacionais das empresas.
Segundo o economista Ricardo Buso, o incremento pode se traduzir em alta de até 30% nas passagens no curto prazo, dependendo de como as companhias repassarem o custo. A estimativa considera o cenário de variação cambial e margens das empresas.
O contexto atual também é visto como prejudicial a planos de turismo. Buso afirma que o aumento impacta a cadeia de aviação, com reflexos potenciais no volume de viagens e na rentabilidade do setor, que já vive períodos de recuperação.
A Agência Nacional de Aviação Civil não foi citada no material, mas a elevação do querosene chega em um momento de maior demanda por viagens após períodos de ofertas, em meio a incentivos fiscais e feriados. A repercussão pode impactar preços de passagens e operações de voos.
A percepção de que 2026 pode ser promissor para o turismo depende de fatores fiscais, infraestrutura e condições globais de combustível, que agora aparecem sob impacto do conflito no Oriente Médio. O setor avalia cenários de curto prazo com sensibilidade a combustíveis.
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