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Reconfiguração completa da rede elétrica britânica

Investimento de £60 bilhões na primeira fase da reconfiguração da rede elétrica britânica, com milhares de torres e cabos submarinos, enfrentando oposição local

BBC Engineers on an overhead platform work on an electricity pylon tower in Airdrie, North Lanarkshire in Scotland. July 2025 (photo by Morgan Spence).
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  • Britânia está investindo mais de £60 bilhões na primeira etapa de uma re-roteação da rede elétrica, levando energia de fontes renováveis do norte da Escócia para o sul, via cabos de alta tensão de 400 mil volts.
  • Mais de 1.100 postes (pilares) estão sendo erguidos para transportar energia por 460 quilômetros até os consumidores do sul, com cabos submarine adicionais planejados entre Escócia e Inglaterra.
  • O custo da reestruturação nas Highlands, ilhas e nordeste da Escócia está estimado em £22 bilhões nos próximos cinco anos; o investimento total no sul, Inglaterra e País de Gales é ainda maior.
  • O projeto enfrenta resistência de comunidades locais preocupadas com o impacto visual, tráfego de construção e custos, além de pedidos por participação comunitária e planejamento mais robusto.
  • A primeira fase serve como base para substituir combustíveis fósseis e ampliar a capacidade para aquecimento residencial, veículos elétricos e indústria; prevê também expansão de até 70 novas subestações no sul da Escócia.

O Reino Unido está em meio a uma reformulação completa da sua rede elétrica. O objetivo é substituir a infraestrutura antiga por cabos de alta voltagem, ampliar a capacidade com fontes renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O investimento inicial ultrapassa 60 bilhões de libras.

A primeira fase envolve mais de 1.100 postes para transportar energia em 460 km até o sul, conectando o norte da Escócia a consumidores no restante do país. O custo estimado para as Highlands, ilhas e nordeste da Escócia atinge 22 bilhões de libras nos próximos cinco anos.

A mudança traz debates sobre impactos visuais, tráfego de construção e efeitos sobre comunidades locais. Projedções indicam que o projeto se estende a várias regiões do Reino Unido, com obras subsequentes de maior escala e integração de cabos submarinos.

Desafios, custos e participação

A SSE, responsável pela rede no norte da Escócia, diz ter realizado inúmeras consultas públicas e ajustado planos com base em pressões externas. O orçamento mais amplo busca demonstrar custo-benefício e cumprir metas regulatórias, com custos repassados aos consumidores em parte.

Representantes comunitários afirmam sentir falta de voz nos processos de decisão. Líderes locais ressaltam a necessidade de planejamento que equilibre energia, ambiente e economia local para décadas futuras.

A região de Peterhead, Aberdeenshire, está executando a construção de subsea cabling de 4 bilhões de libras que liga a Escócia à Inglaterra. As novas linhas subsea devem capacitar até 7,5 milhões de domicílios, conectando-se a Drax, em North Yorkshire.

Planos de longo prazo e impactos

Especialistas apontam que o atual esforço é apenas a primeira fase de uma reestruturação maior da National Grid, com necessidade de expansão adicional após 2030, para atender demanda de veículos elétricos, aquecimento e indústria.

A gestão de demanda também ganha importância com instrumentos de incentivo ao uso fora de picos de consumo. Casos de redução de custos para clientes no norte são estudados como parte de estratégias para diminuir pressões tarifárias.

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