- No quarto trimestre de 2025, havia 5.680 empresas em recuperação judicial, aumento de 7,5% frente ao trimestre anterior e de 24,3% anual.
- O crescimento ocorre em um cenário de endividamento elevado, juros altos e crédito cada vez mais restrito.
- Um empresário do setor odontológico recorreu à recuperação judicial há dez anos; o processo durou sete anos, encerrando em 2023 com reestruturação e retomada do crescimento.
- A recuperação judicial permite renegociar dívidas, suspender cobranças e reorganizar o negócio para evitar a falência, segundo o advogado Marcos Pelozato.
- A saída é considerada estratégia para manter empresas viáveis, especialmente em contextos de dificuldade financeira e juros elevados.
A recuperação judicial vem ganhando espaço no Brasil como uma alternativa para empresas em dificuldade, diante de endividamento elevado, juros altos e crédito mais restrito. O mecanismo permite renegociar dívidas, suspender cobranças e reorganizar o negócio para evitar a falência.
Um empresário do setor odontológico recorreu a esse instrumento há uma década. O processo durou sete anos e encerrou em 2023, após uma reestruturação que possibilitou a retomada do crescimento. O relato enfatiza que a medida pode ser estratégica, não apenas para evitar a falência.
A recuperação judicial é apresentada como ferramenta para manter operações e preservar empregos, desde que bem planejada. Do lado jurídico, o advogado envolvido reforça que a saída não é apenas para empresas em ruína, mas para quem busca reorganização com foco no futuro.
Panorama recente
Dados do quarto trimestre de 2025 apontam 5.680 empresas em recuperação judicial, alta de 7,5% em relação ao três últimos meses. Em comparação anual, o incremento chega a 24,3%. O crescimento reflete sinais de atividade econômica e condições de crédito mais desafiadoras.
Para o especialista Rodrigo Gallegos, juros elevados agravam as margens e a liquidez das empresas, aumentando o risco de falência sem indicações de melhora. A tendência indica que, mesmo com recuperação, o cenário financeiro segue delicado para muitos negócios.
Impacto das taxas
Analistas destacam que o custo do crédito continua pressionando o fluxo de caixa de companhias em dificuldade. A recuperação judicial surge como uma ferramenta de reorganização para manter operações viáveis enquanto o ambiente macroeconômico se ajusta.
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