- Ações globais operam em queda, com Brent subindo 7,4% para acima de US$ 108 por barril, diante de risco de conflito prolongado no Oriente Médio.
- O euro/trader ajusta as expectativas, com dólar em alta e preços de petróleo pressionados, levando investidores a precificar juros mais altos por mais tempo.
- Trump prometeu ações mais agressivas contra o Irã nas próximas duas a três semanas, mas não apresentou planos concretos para reabrir o Estreito de Ormuz.
- Rendimentos dos Treasuries sobem; a taxa de dois anos chega a 3,85%, e o mercado revisa para baixo a chance de cortes do Federal Reserve em 2026.
- Setores de petróleo e gás avançam, enquanto turismo, mineração e semicondutores recuam; o Nasdaq 100 registra queda de cerca de 1,5%.
As ações globais recuam nesta quinta-feira, 2 de abril, diante de temores de um conflito prolongado no Oriente Médio e de pressão sobre o petróleo. O Brent saltou para acima de 108 dólares por barril, após o discurso do presidente dos EUA, que sinalizou ações mais agressivas contra o Irã sem oferecer cronograma claro para reabrir o Estreito de Ormuz.
O mercado exterior teme que a guerra se prolongue e que as interrupções no fornecimento de energia permaneçam elevadas por mais tempo. Os futuros do S&P 500 recuaram 1,2%, alinhando-se à queda já observada na Europa e na Ásia. O dólar ganhou força, e o ouro recuou após quatro pregões de alta.
A queda global também foi influenciada pela expectativa de juros mais altos a partir de ajustes monetários. Os rendimentos dos Treasuries subiram, com a pressão visível em toda a curva, e as bolsas ajustaram suas perspectivas de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2026.
No radar corporativo, companhias de petróleo e gás, como Venture Global e Exxon Mobil, registraram ganhos no pré-mercado americano, enquanto setores de turismo, mineração e semicondutores registraram quedas. O único índice de tecnologia, o Nasdaq 100, caiu cerca de 1,5%.
Analistas destacam que a volatilidade tende a permanecer até que haja maior clareza sobre o andamento do conflito na região. Empresas e investidores avaliam impactos sobre a demanda, o consumo e as cadeias de suprimento globais, com foco especial no Estreito de Ormuz.
Entre as mensagens de mercado, cita-se o efeito de preços de energia elevados, que tende a reduzir a renda disponível e pressionar o consumo. Consultorias destacam que a persistência de custos elevados pode impactar empresas aéreas e setores ligados ao turismo.
Mudanças de cenário e próximos passos
O dólar intensificou a alta frente a moedas emergentes, e o petróleo mantém uma trajetória de pressão. Incertezas sobre o desfecho do conflito contribuem para o aumento de volatilidade nos mercados globais, com implicações para políticas monetárias locais e internacionais.
Além disso, operam em elevação os rendimentos de títulos de curto e longo prazo, sinalizando novas apostas por parte dos investidores em calibragens de juros ao redor do mundo. O mercado continua atento a falas de autoridades e aos desdobramentos geopolíticos.
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