- A produção industrial avançou 0,9% de janeiro para fevereiro, ficando com crecimiento acumulado de 3% neste ano.
- O indicador está 3,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas 14,1% abaixo do nível recorde de maio de 2011.
- Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE no dia 2 de fevereiro.
- Entre as atividades, as altas mais expressivas ficaram com veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).
- Entre os recuos, destacam-se farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), além de produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%).
A indústria brasileira cresceu 0,9% na comparação de fevereiro com janeiro, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. O resultado aponta o segundo avanço mensal seguido e eleva o acumulado do setor em 3% neste ano.
O indicador mostra ainda que a produção está 3,2% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, mas 14,1% abaixo do recorde de maio de 2011. As informações foram divulgadas pelo IBGE nesta quinta-feira (2).
Segundo o gerente da PIM, a recuperação da indústria acompanha o fim de perdas recentes e apresenta crescimento disseminado entre segmentos. Janeiro foi marcado pela retomada, enquanto fevereiro apresentou avanço de estoques.
Entre as atividades, as maiores contribuições vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (2,5%). Automóveis e autopeças impulsionaram o crescimento.
A produção de veículos acumula 14,1% de alta nos dois primeiros meses de 2026, revertendo recuo de 9,5% nos últimos dois meses de 2025. Já o setor de coque e derivados de petróleo subiu 9,9% no período.
Entre as atividades com queda, destacam-se farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), intensificando a queda iniciada em janeiro. A indústria farmacêutica apresenta volatilidade por base de comparação elevada no fim de 2025.
Outros setores com queda foram produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%), conforme a PIM, que indica impactos setoriais difusos na indústria. Os resultados seguem sob escrutínio de analistas e agentes do setor.
Entre na conversa da comunidade