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Mercados dos EUA miram exportação de fertilizantes nitrogenados diante do Irã

Guerra no Irã aumenta arbitragem de fertilizantes nos EUA, com reexportação de fosfato elevando custos para agricultores americanos

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  • Traders americanos de fertilizantes aproveitam arbitragem internacional causada pela guerra no Irã, com fosfatos pagos a mais no exterior e preços domésticos defasados.
  • Agricultores dos EUA, enfrentando custos de produção elevados, reduziram o uso de fosfato, abrindo espaço para reexportação do produto para mercados que pagam mais.
  • Desde o fim de fevereiro, traders compraram mais de 100.000 toneladas curtas de fosfato diamônio para exportação adicional.
  • O fluxo de fosfato interrompido nos EUA também decorre de tarifas anteriores, com importações de janeiro a março de mais de meio milhão de toneladas métricas para compensar períodos fracos.
  • Preços internacionais mostram o aperto: Índia aumentou o fosfato diamônico em 21% desde o início da guerra; Brasil e Índia pagam premiações maiores, enquanto China reduz exportações; riscos de custos mais altos para os produtores nas próximas safras.

Os traders norte-americanos de fertilizantes estão aproveitando uma janela de arbitragem criada pela diferença entre os preços domésticos e internacionais de fosfato diamônico, principal fertilizante fosfatado. A estratégia surge em meio a um cenário de guerra no Irã, que impacta as cadeias de suprimentos globais e eleva a demanda por fertilizantes em mercados externos.

Os preços internos nos EUA ficaram defasados em relação ao mercado global, principalmente porque os agricultores, pressionados pelo alto custo de produção, reduziram o uso do fosfato. Com isso, parte do produto tem sido exportada para países que oferecem preços mais altos, superando a demanda local em um ambiente de oferta restrita.

Desde o fim de fevereiro, traders compraram mais de 100 mil toneladas curtas de fosfato diamônico para reexportação, segundo fontes da indústria. Entre janeiro e março, os EUA importaram pouco mais de 0,5 milhão de toneladas métricas do produto, compensando períodos anteriores de menor volume e tarifas recíprocas dos EUA.

Essa tendência aumenta a pressão sobre o mercado doméstico, já bastante apertado. Países com maior dependência de importações, como Índia e Brasil, oferecem prêmios mais elevados para garantir suprimento, enquanto a China reduz exportações. No curto prazo, parte das cargas enviadas ao exterior pode elevar os custos para os agricultores na próxima safra.

Em relação ao contexto global, o fosfato diamônico atingiu preço mais elevado em mercados-chave, com o prêmio sobre os preços de Nova Orleans chegando ao maior nível desde 2023 em março. Mesmo com recuperação recente, o mercado americano ainda enfrenta desafios de liquidez, e compradores podem priorizar exportações ou aquisições para o próximo trimestre.

  • A indústria aponta que, embora o abastecimento para a temporada atual permaneça suficiente, o impulso de exportação aumenta a incerteza de custos para safras futuras. O setor agrícola acompanha de perto eventuais alterações de tarifas e possíveis alívios regulatórios sobre fertilizantes importados.

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