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Privatizar refinarias no Brasil é difícil, afirma ex-presidente da Petrobras

Ex-presidente da Petrobras afirma que privatizar refinarias no Brasil é difícil por interferência governamental nos preços dos combustíveis, desestimulando investimentos

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  • Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, afirmou que privatizar refinarias no Brasil enfrenta grandes obstáculos devido à tendência dos governos de controlar prices dos combustíveis, o que desestimula investimentos privados.
  • Ele explicou que a possibilidade de terceiros tabelarem o preço dos combustíveis pode gerar perdas para o principal produto das refinarias, dificultando vendas a privados.
  • Como exemplo negativo, citou a experiência da YPF na refinaria de Porto Alegre, que saiu do negócio após prejuízos significativos; ressaltou que, durante sua gestão, houve privatizações bem-sucedidas, como a BR Distribuidora.
  • Castello Branco criticou planos do governo atual de reduzir a dependência da importação de diesel e de reestatizar parte da distribuição de combustíveis, dizendo que empresas sob a Petrobras muitas vezes desvalorizam o patrimônio público.
  • Em seu governo foram privatizadas três refinarias (Mataripe, Manaus e Clara Camarão); ele afirmou que a interferência política prejudica novas privatizações e que discursos estatizantes afastam a iniciativa privada do setor.

Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, afirma que privatizar refinarias no Brasil é um desafio significativo devido à tendência de governos intervirem nos preços dos combustíveis, o que afeta a atratividade de investimentos privados.

Ele explica que a possibilidade de o governo tabelar preços volta a ameaçar o principal produto das refinarias, os combustíveis, gerando perdas para quem investe no setor. A experiência da YPF é citada como exemplo negativo, relacionada à refinaria de Porto Alegre.

Durante sua gestão, Castello Branco destacou que três refinarias foram privatizadas: Mataripe, Manaus e Clara Camarão, e mencionou que a privatização de outras unidades foi dificultada por interferência política, inclusive de ex-ocupantes do poder.

A depender do governo para reduzir a dependência de importação de diesel, ele afirma que práticas estatizantes desalentam o capital privado. O ex-presidente lembra que, sob sua gestão, houve privatizações que, segundo ele, criaram valor na cadeia de distribuição.

Contexto e impactos

Castello Branco critica planos recentes do governo para reestatizar parte da distribuição de combustíveis, ressaltando que empresas sob gestão pública teriam historicamente desperdiçado valor. Ele aponta que reduzir a dependência de diesel passa por manter o ambiente de investimento estável.

Segundo ele, discurso de caráter estatizante desencoraja investidores do setor de petróleo. A análise dele sustenta que a privatização de refinarias privadas facilita o enfrentamento de desafios logísticos e de produção.

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