- A produção industrial do Brasil subiu 0,9% em fevereiro ante janeiro, segundo o IBGE, a segunda alta mensal consecutiva.
- Em relação a fevereiro de 2024, houve queda de 0,7%.
- Janeiro teve alta revisada de 2,1%, resultando em expansão de 3,0% nos dois primeiros meses de 2025.
- O gerente do IBGE aponta recomposição de estoques como fator da recuperação, com o patamar industrial mais alto desde o início de 2020.
- Entre as atividades, veículos automotores, coque e derivados de petróleo tiveram grande influência positiva; entre as categorias, bens de capital avançaram 2,3%.
O desempenho da indústria brasileira surpreendeu positivamente em fevereiro, com alta acima do esperado. O aumento de 0,9% em relação a janeiro indica recuperação após meses de perdas. O resultado ficou acima das previsões da Reuters, que apontavam elevação de 0,7%.
Frente a fevereiro de 2024, houve queda de 0,7%. No entanto, o dado mensal já mostra uma tendência de recuperação frente ao fim de 2025, quando o setor havia registrado retração. O avanço de dois meses consecutivos sinaliza melhora do tom na produção.
Em janeiro, o IBGE informou alta revisada de 2,1%, contra 1,8% previamente divulgado. Com isso, os dois primeiros meses de 2025 acumulam expansão de 3,0%.
Contexto e motivações
Segundo André Macedo, gerente do IBGE, o ganho de fevereiro devolve parte das perdas de setembro a dezembro de 2025, totalizando recuperação de 2,3%. A indústria passa a operar em patamar superior ao observado no início de 2020, ainda que haja distância do pico histórico.
Apesar da recuperação, o nível de produção continua 14,1% abaixo do recorde de maio de 2011. A leitura reflete o ambiente de juros elevados e crédito restrito, fatores que devem manter a indústria em ritmo moderado.
Desempenho por setores
Veículos automotores, reboques e carrocerias contribuíram com 6,6% no mês. Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis subiu 2,5%, puxando o resultado conjunto. Entre as grandes categorias, bens de capital teve alta de 2,3%.
Bens intermediários cresceram 1,1%, enquanto bens de consumo duráveis aumentaram 0,9% e bens de consumo semi e não duráveis avançaram 0,7%. A leitura sugere recomposição de estoques, após estoques baixos observados no fim de 2024.
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