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BRB pede ao STF que delações reservem recursos para cobrir prejuízos

BRB pede ao STF reserva de recursos para cobrir prejuízos com fraudes do Master, visando ressarcimento de lesados e proteção de ativos

Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB). Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões. O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF) Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que haja reserva de dinheiro para cobrir prejuízos decorrentes das fraudes associadas ao Banco Master.
  • O pedido foi feito em comunicado enviado ao mercado financeiro nesta quinta-feira (2).
  • A solicitação prevê que acordos de delação premiada em discussão com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República considerem o ressarcimento às partes lesadas.
  • A medida visa à possível reserva, segregação e vinculação de bens, ativos e fluxos financeiros identificados em investigações em curso.
  • No momento, Daniel Vorcaro, dono do Master, e Fabiano Zettel, seu cunhado, negociam acordo de delação premiada e permanecem presos; as fraudes são alvo da Operação Compliance Zero, ligada à concessão de créditos falsos pelo Master e à tentativa de compra pelo BRB.

O Banco de Brasília (BRB) informou na quinta-feira (2) que pediu ao STF a reserva de dinheiro para cobrir prejuízos decorrentes de fraudes envolvendo operações com o Banco Master. O objetivo é que esses recursos sirvam para ressarcir as partes lesadas e cobrir potenciais perdas.

Em comunicado ao mercado, o BRB detalhou que a medida visa a reserva, segregação e vinculação de bens, ativos e recursos que venham a ser identificados em investigações em curso. A ideia é que o dinheiro possa ser utilizado em acordos ou desfechos já em análise no âmbito de cooperação com autoridades.

Medida solicitada pelo BRB

Até o momento, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e o seu cunhado Fabiano Zettel estão envolvidos em negociações de delação premiada e permanecem presos. As investigações são conduzidas na Operação Compliance Zero, voltada à concessão de créditos supostamente falsos pelo Master.

As fraudes estão sob apuração com o envolvimento de a PF e a PGR, que acompanham os desdobramentos da tentativa de compra do BRB pelo Master, instituição ligada ao governo do Distrito Federal. O caso envolve ainda o contexto de operações financeiras e possíveis impactos para o banco público.

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