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Brasil disputa Global Water Awards por avanços promovidos pela ANA

ANA é indicada ao Global Water Awards, destacando avanços regulatórios, metas de universalização e manejo de perdas, com votação até 19 de maio

Portal Correio
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  • A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio Agência Pública de Água do Ano na Global Water Awards.
  • A indicação ressalta avanços como normas de referência para saneamento, manejo de águas pluviais urbanas, limpeza urbana e resíduos sólidos, além da governança das Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI).
  • Em 2025, a regulação para redução de perdas de água deve padronizar planos de gestão, indicadores e referências para fiscalização municipal e estadual.
  • O esforço também incluiu norma de reuso não potável de água de efluentes tratados, com aplicação em banhos, irrigação, recarga de aquíferos e lavagem de vias.
  • A votação terá participação de membros do Global Water Intelligence (GWI) e o resultado será divulgado em 19 de maio; Brasil concorre com outras entidades internacionais na mesma categoria.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) recebeu indicação ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano, na Global Water Awards. O reconhecimento celebra avanços em água, esgoto, tecnologia e dessalinização, com foco na sustentabilidade dos recursos hídricos. A indicação reforça o esforço brasileiro para estruturas normativas mais robustas.

Segundo Alexandre Anderáos, superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico da ANA, a nomeação evidencia que o Brasil tem avançado na organização institucional e regulatória da água e do saneamento. O prêmio valoriza a melhoria na governança e no acesso aos serviços.

Essa agenda inclui normas de referência para quatro componentes do saneamento: limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e águas pluviais urbanas. Em 2025, entra em cena a regulação para redução de perdas de água e padronização de indicadores para órgãos de fiscalização.

Agenda regulatória da ANA

A regulação proposta permite planos de gestão de perdas de água e cria entidades reguladoras infranacionais (ERI). Anderáos aponta que reduzir perdas aumenta o aproveitamento da água produzida e reduz pressões sobre mananciais.

A ANA também editou norma de reuso não potável de efluentes sanitários tratados, com uso em irrigação, recarga de aquíferos, limpeza de vias e lavagem de veículos. A norma sobre governança das ERI também foi destacada.

Desafios

Dados do Sinisa 2025 indicam que, em 2024, 84,1% da população tinha acesso à rede de água e 62,3% à rede de esgoto. No mesmo ano, foram investidos R$ 14,59 bilhões em água e R$ 13,68 bilhões em esgotamento.

Anderáos afirma que o setor ainda está em expansão, e o marco regulatório facilita transformar investimentos em obras, operação e aumento do atendimento ao longo do tempo. O foco permanece na expansão com qualidade dos serviços.

Indicação

A Global Water Awards destacou que as normas de referência da ANA ajudaram a reduzir disputas, reduzir incertezas para operadores e investidores, e estabelecer metas nacionais de universalização. A premiação concorre com K-Water (Coreia do Sul), Orange County Water District (EUA), Sharakat (Arábia Saudita) e SPAN (Malásia).

A votação será feita por membros do Global Water Intelligence (GWI) e o resultado final será divulgado em 19 de maio. A ANA disputa o prêmio na categoria Agência Pública.

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