- Preços do cacau e do chocolate na União Europeia subiram mais de 15% ao ano antes da Páscoa, com inflação total de 2,3% e chocolate em 15,6% e cacau em 15,3%.
- Produção global de cacau caiu cerca de 13% na safra 2023–2024, com a relação estoques-processamento caindo de 34,9% para 26,4%, sinalizando mercado mais apertado.
- Fontes apontam interrupções na cadeia de suprimento devido a condições climáticas na África e a choques na produção mundial, elevando os preços.
- Inflação de cacau e chocolate varia entre os países europeus, com Denmark e Lituânia acima de 30%, enquanto Czechia, Bélgica, Sérvia e Portugal ficam mais baixos; Alemanha e Itália registraram altas superiores a 20%.
- A recuperação da produção em 2024–2025 foi modesta, com expectativa de aumento em 2025–2026, mas o mercado permanece frágil e sujeito a novos choques.
A escassez de cacau
aumenta o custo do chocolate de Páscoa na Europa. O preço de cacau e de chocolate em pó subiu mais que a inflação média do bloco nos últimos meses, enquanto as cadeias de suprimento enfrentam fragilidades crescentes.
Entre eu e a Páscoa, o abastecimento tornou-se mais instável, com impactos diretos nos produtos de confeitaria sazonais. Especialistas ressaltam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores climáticos e logísticos.
Contexto de preços
Dados da Eurostat indicam alta anual de 15,3% no preço ao consumidor de cacau e chocolate em pó até dezembro de 2025. O chocolate inteiro teve alta de 15,6% no mesmo período, enquanto a inflação geral da UE ficou em 2,3%.
Esses itens aparecem entre as cinco categorias alimentares com maior inflação no continente. O cenário sugere choque de oferta que afeta especialmente itens de Páscoa.
Queda na produção mundial
A produção global de cacau ficou mais volátil, com o ano cacau 2023–2024 registrando retração significativa. Estimativas revisadas apontam queda de cerca de 12,9% em relação ao ciclo anterior.
A relação estoques-contra-moinhos caiu, sinalizando um mercado mais curto e sensível a choques adicionais. Economistas destacam déficits de produção que elevam os preços.
Causas técnicas e regionais
As quedas na produção são concentradas nos dois maiores produtores: Costa de Marfim e Gana. A redução oscila entre 20% e 25% no país africano, com agravantes climáticos como seca prolongada e maior pressão de doenças, incluindo pragas.
Analistas também apontam que choques de clima durante a floração e o desenvolvimento das vagens afetam o rendimento. Pesquisadora aponta que chuvas intensas em fases críticas também reduzem a safra.
Perspectivas de oferta
Para 2024–2025, a recuperação da produção aparece apenas modesta. A temporada 2025–2026 deve trazer melhora gradual na relação oferta-demanda.
Mesmo com sinais de recuperação, o mercado permanece fino e sujeito a novos impactos climáticos, doenças ou interrupções logísticas, conforme especialistas.
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