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Portugal entre os países da UE com mais trabalhadores perto de 50 horas semanais

Portugal fica em quarto lugar na UE em share de trabalhadores com quarenta e nove horas ou mais por semana, 9,1%, acima da média europeia de 6,5%

Portugal among the EU countries with the highest number of workers working long hours
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  • Portugal tem 9,1% dos trabalhadores regulares 49 horas ou mais por semana no seu emprego principal, segundo uma análise da Randstad baseada no quarto trimestre de 2025.
  • O país ocupa a quarta posição na União Europeia nesse indicador, atrás apenas de Grécia (12,4%), Chipre (10%) e França (9,7%).
  • A fatia portuguesa fica acima da média da UE, de 6,5%, e também acima da semana de trabalho padrão de 35 horas no setor público e 40 horas no privado.
  • Em educação superior, 36,2% dos portugueses com 15 a 64 anos tinham formação superior no quarto trimestre de 2025, abaixo da média da UE (39,2%) e da realidade de países como Irlanda (57,3%).
  • Em termos de trabalhadores estrangeiros, Portugal tinha 7,9% da força de trabalho em 2025, em comparação com 10,5% na UE, com crescimento relevante desde 2000.

Portugal figura entre os países da UE com maior share de trabalhadores que costumam bater 49 horas ou mais por semana, aponta análise da Randstad com dados do 4º trimestre de 2025. O país fica em quarto lugar, atrás de Grécia, Chipre e França.

A participação de profissionais que trabalham longas jornadas atinge 9,1% no país, acima da média europeia de 6,5%. A referência considera o emprego principal e horários superiores aos padrões de 35 horas no setor público e 40 no privado.

Mudanças relativas ao ritmo de trabalho

Entre os que enfrentam longas jornadas, a Grécia lidera com 12,4%, seguida por Chipre (10%) e França (9,7%). Portugal fica acima de economias como Alemanha (5%) e Espanha (6,3%).

A Randstad aponta que, apesar de queda desde 2000, Portugal mantém uma cultura de longas horas acima da média europeia, impactando mais fortemente empregadores e trabalhadores independentes. Em 2024, cerca de 35% dos trabalhadores por conta própria tinham jornadas de 49 horas ou mais.

Nível de qualificação da força de trabalho

O estudo destaca evolução positiva na qualificação da população entre 15 e 64 anos. Atingiu 33,7% com ensino superior em 2024, crescimento significativo desde 1992, quando era 11,4%.

No 4º trimestre de 2025, a participação de graduados em Portugal ficou em 36,2%, ainda abaixo da média da UE de 39,2%. Assim, o país figura entre os oito piores da bloc, em comparação com Ireland (57,3%) e Romania (22,7%).

Mão de obra estrangeira

Entre os 27 países da UE, a presença de estrangeiros na força de trabalho ficou em 10,5% no 4º trimestre de 2025. Em Portugal, o contingente estrangeiro representou 7,9%, abaixo de Luxemburgo (54,4%) e Espanha (16,8%).

A trajetória recente aponta aumento relevante: a participação de estrangeiros na força de trabalho subiu de 1,4% em 2000 para 6,6% em 2024, conforme a Randstad. A instituição destaca o papel da imigração na sustentabilidade do mercado de trabalho português.

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