- O CEO Fernando Soares afirma que não há momento para expansão agressiva de lojas no curto prazo; a América precisa consolidar a estratégia e conhecer melhor a base de clientes após o pedido de conclusão da recuperação judicial.
- Os resultados mostram trajetória de recuperação e crescimento, mas é necessário continuar entregando resultados antes de ampliar lojas.
- Pequenas mudanças nas lojas já foram feitas, como a redução da gôndola de 1,75 metro para 1,49 metro, visando aumentar a sensação de espaço e melhorar desempenho.
- O foco é ampliar o conhecimento sobre a base de clientes: a empresa atende cerca de 50 milhões de consumidores por mês, mas conhecia apenas 4%; o programa de fidelidade Cliente A foi relançado, levando a participação a 55%.
- Sobre ativos, a venda de ativos como Uni.co faz parte do plano de recuperação; a companhia mantém atenção ao caixa e avalia seguir com lojas próprias e grandes imóveis, dentro de uma gestão mais voltada ao varejo.
A Americanas não planeja ampliar rapidamente o número de lojas. O CEO Fernando Soares afirma que a companhia está concentrada em consolidar a estratégia e ampliar o conhecimento sobre a base de clientes, após o pedido de conclusão da recuperação judicial.
Segundo Soares, o momento exige disciplina e controle de caixa, mesmo com sinais de recuperação nos resultados. A empresa continua priorizando entregas consistentes antes de pensar em expansão agressiva.
Mudanças nas lojas já são vistas como relevantes, sem requerer grandes investimentos. Um exemplo citado foi a redução de gôndolas para aumentar a sensação deAmplitude dos ambientes.
Foco no relacionamento com o consumidor
O executivo destacou o aumento do conhecimento sobre a base de clientes, que hoje atinge cerca de 50 milhões de pessoas mensalmente, enquanto a empresa reconhecia apenas 4% desse público. O programa de fidelidade Cliente A foi relançado, elevando o alcance para 55%.
Soares enfatizou também a importância de fortalecer vínculos com fornecedores e parceiros. A estratégia envolve alinhar ações com a indústria para transformar o relacionamento com o consumidor.
Gestão de ativos e estratégia de lojas
Questionado sobre ativos como a Uni.co, o CEO disse que a venda faz parte do plano de recuperação e que manter o caixa saudável continua prioritário. A companhia avalia manter imóveis próprios e explorar opções de lojas próprias.
A empresa tem experimentado redução de tamanho de unidades, removendo, por exemplo, segundos andares em algumas lojas. O objetivo é elevar vendas, conversão e ticket médio, mantendo o foco no varejo mais eficiente do que na recuperação judicial.
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