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Confinamento segue firme apesar de custos altos e demanda incerta

Confinamento segue firme, com custos mais altos e oferta restrita, à medida que entrada de gado aumenta e pressões sobre margens se intensificam

A reposição deve desafiar o confinamento neste ano
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  • O confinamento segue firme, mesmo com custos elevados e incertezas na demanda, especialmente por exportações e quotas chinesas.
  • Em fevereiro, a taxa de ocupação dos confinamentos ficou em cinquenta e dois vírgula seis por cento; o Índice de Reposição de Gado foi 1,328, acima de 2025.
  • A entrada de gado no confinamento deve acelerar a partir de fevereiro, elevando a oferta de bois terminados a partir de maio.
  • O custo de entrada no sistema tende a subir, já que o boi magro (novilho ou garrote jovem) valorizou entre dez e vinte por cento acima da arroba do boi gordo.
  • Os custos de alimentação ficaram mais baixos no Centro-Oeste, mas subiram no Sudeste, mantendo margens de confinamento sob pressão e refletindo decisões de compra cuidadosas diante da demanda externa e do mercado futuro.

O confinamento segue firme no Brasil, mesmo com custos altos e incertezas na demanda. O setor avaliou o primeiro trimestre após valorizações da arroba, impulsionadas pela retenção de fêmeas e queda na oferta de carne. A tendência é manter a rota de confinamento.

A intenção dos pecuaristas de confinar animais permanece, estimulada pela melhora nos preços da alimentação. Entretanto, cresce a preocupação com o custo de entrada de animais jovens e com o comportamento das exportações, especialmente para a China, e das cotas de carne bovina brasileira.

Em fevereiro, a taxa de ocupação dos confinamentos ficou em 52,6%, dentro do normal para o período chuvoso. O Índice de Reposição de Gado chegou a 1,328, acima de 2025 (1,227), indicando entrada acelerada de animais e maior oferta de bois terminados a partir de maio.

O pecuarista Lorenzo Junqueira aponta que o mercado, iniciado com arroba firme, deve apresentar reflexos a partir de junho, com aumento sazonal da oferta. Já o consultor Alberto Pessina reforça que o boi magro elevou o custo de entrada no confinamento, pressionando o custo total da operação.

Custos com a alimentação

A principal razão para investir no confinamento neste giro é o alívio nos custos de alimentação. Milho e soja seguem mais baratos frente ao ano anterior, com boas safras no Brasil e nos EUA, melhorando a relação de troca para o confinador.

Segundo o ICAP, os gastos com alimentação caíram 6,04% no Centro-Oeste em relação a janeiro, enquanto o Sudeste registrou alta de 2,76%. Em fevereiro de 2025, o Centro-Oeste teve recuo de 14,04%, e o Sudeste, leve alta de 0,16%.

A Ponta Agro atribui o alívio no Centro-Oeste à queda de 7,14% nos preços de insumos energéticos, como sorgo e casca de soja, enquanto o milho permaneceu estável. No Sudeste, o aumento de 17,3% nos custos com volumosos elevou o gasto total da dieta.

A margem do confinamento no Centro-Oeste foi estimada em R$ 197,27 por arroba, com lucro próximo de R$ 1.028 por cabeça. No Sudeste, o custo foi de R$ 215,10 por arroba, com lucro de cerca de R$ 1.021 por animal.

Mercado futuro

O mercado futuro do boi gordo aponta estabilidade com viés de alta moderada, ainda com incertezas relevantes. Preços devem permanecer firmes até abril e maio, acompanhando a menor oferta de animais prontos.

A partir de junho, a maior disponibilidade de bois oriundos do confinamento pode frear valorização mais expressiva. Analistas monitoram o ritmo de entrada de animais e a evolução das exportações, sobretudo para a China. Credores acompanham o panorama de demanda interna.

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