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Futuros de ações sobem com possível cessar-fogo no Oriente Médio

Futuros de ações dos EUA sobem e petróleo recua diante de relatos de cessar-fogo no Oriente Médio e de negociações entre EUA, Irã e mediadores

Os mercados nesta segunda-feira (6)
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  • Futuros de ações dos EUA subiram; o S&P 500 avançou 0,2%. O petróleo Brent ficou perto de US$ 108 por barril; o dólar se enfraqueceu e o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos ficou em torno de 4,36%.
  • Vários mercados na Europa e na Ásia estavam fechados para a Páscoa.
  • A Axios informou que aliados dos EUA pressionam por um acordo de cessar-fogo com o Irã, mas as chances de acordo nas próximas 48 horas são baixas.
  • O presidente Donald Trump fez ameaças de destruição de infraestrutura de energia iraniana caso não haja acordo; o Irã rejeitou o último ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz.
  • O ouro subiu 0,3%, para aproximadamente US$ 4.689 a onça, refletindo a leitura de que o mercado acompanha expectativas de cessar-fogo e o fluxo de petróleo.

Os futuros de ações dos EUA recuaram a perda de ontem e o petróleo caiu nesta segunda-feira, após indicadores de que pode ocorrer um cessar-fogo no Oriente Médio. O S&P 500 subiu 0,2% e o Brent ficou próximo de US$ 108 por barril; o dólar recuou e o rendimento da Treasuries de 10 anos ficou em cerca de 4,36%.

O mercado internacional permanece com liquidez limitada por feriado de Páscoa em várias praças da Europa e da Ásia. A atenção dos investidores se volta para negociações entre EUA, Irã e mediadores regionais sobre um possível acordo de 45 dias para reduzir tensões na região.

Segundo a Axios, aliados dos EUA pressionam por acordo de última hora com o Irã, citando fontes não identificadas. As fontes indicaram que as chances de fechar o acordo nas próximas 48 horas são baixas, alimentando cautela entre traders.

Trump intensificou ameaças de atacar infraestrutura civil do Irã, com declarações à Axios de que poderia “explodir tudo” se não houver acordo. O Irã rejeitou o último ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz, o que mantém o foco no risco de interrupção de fluxos de petróleo.

Analistas destacam que o mercado reage a sinais de cooperação e de negociação simultâneas entre as partes. Sergio Avila, do IG Group, comentou que a combinação de pressão e negociações não oferece ainda uma leitura sólida de melhora macroeconômica.

Os estrategistas da Bloomberg ressaltam que há relatos de diálogo entre EUA, Irã e mediadores regionais sobre termos de um cessar-fogo de 45 dias. Mesmo com pouca liquidez, essa tendência domina o humor de investidores, que monitoram evoluções da guerra e riscos inflacionários.

No mercado de metais, o ouro avançou 0,3%, cotado próximo de US$ 4.689 a onça, após recuo anterior. A trajetória permanece pressionada pela percepção de redução de riscos, ainda que o metal tenha caído cerca de 12% desde o começo do conflito.

Em Omã, o Ministério das Relações Exteriores informou que discutiu com o Irã formas de manter fluxo estável pelo Estreito de Ormuz. O comunicado indicou propostas mútuas para estudo, sinal de esforços diplomáticos para evitar interrupções no trânsito de petróleo.

Dados de tráfego indicam 16 navios cruzando o estreito desde sábado, com 11 saindo do Golfo e cinco entrando em mar aberto. Ainda assim, esse volume representa uma fração do tráfego normal, conforme rastreamento.

Do Catar, dois navios-tanque de LNG seguem em direção ao Estreito de Ormuz, abrindo a possibilidade de exportações para compradores fora da região, caso os fluxos se normalizem.

Outras pautas de hoje incluem: a produção de petróleo da OPEP+ pode aumentar cerca de 206 mil barris por dia em maio, em sinal de resposta ao aperto de oferta causado pelo conflito. Além disso, a Índia planeja comprar 2,5 milhões de toneladas de ureia, diante de interrupções na produção doméstica.

A agenda também aponta a necessidade de acompanhar o ritmo de recuperação de setores sensíveis, como semicondutores e atividades cíclicas, diante de cenários de risco geopolítico e volatilidade de preços de energia.

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