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Governo anuncia medidas para conter impactos da guerra nos combustíveis

Governo cria fundo de estabilização de preços de combustíveis com R$ 10 bilhões e reduz ICMS para 17% temporariamente, visando abastecimento estável e controle da inflação

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  • O governo anunciou medidas para mitigar os efeitos da guerra na Ucrânia sobre os combustíveis, em coletiva no Palácio do Planalto.
  • Será criado um fundo de estabilização de preços com recursos do Tesouro Nacional e de distribuidoras e refinarias, gerido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com previsão inicial de 10 bilhões de reais.
  • A alíquota do ICMS sobre gasolina, etanol e diesel será reduzida para 17% de forma temporária, gerando economia de cerca de 0,20 real por litro para o consumidor.
  • O governo vai criar um programa de incentivos fiscais para estimular a produção de biocombustíveis e reduzir a dependência do petróleo importado.
  • O subsídio ao diesel será ampliado por mais seis meses, e o governo acompanhará o mercado para ajustar as medidas conforme necessário.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (26) medidas para mitigar os impactos da guerra na Ucrânia sobre os combustíveis. A coletiva ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Rafael Cervone (Orçamento).

Entre as propostas, está a criação de um fundo de estabilização de preços, com recursos do Tesouro e de contribuições de distribuidoras e refinarias. O objetivo é evitar quedas ou altas abruptas nas tarifas ao consumidor, sob gestão do Confaz, com orçamento inicial estimado em R$ 10 bilhões.

Também houve anúncio de redução temporária da alíquota do ICMS sobre gasolina, etanol e diesel para 17%. A medida deve representar economia de cerca de R$ 0,20 por litro para o consumidor, segundo os ministros.

O governo ainda informou a criação de um programa de incentivos fiscais para estimular a produção de biocombustíveis e reduzir a dependência de petróleo importado, além da ampliação do subsídio ao diesel por mais seis meses para segurar o preço nas bombas.

Segundo Haddad, o monitoramento do mercado de combustíveis será constante para ajustar as medidas conforme a evolução da crise. O objetivo é manter preços justos ao consumidor e evitar pressões inflacionárias.

Representantes do setor de combustíveis e entidades ligadas ao tema participaram da coletiva, elogiando as medidas anunciadas e a condução das ações pelo governo.

O governo reafirmou o compromisso de assegurar o abastecimento de combustíveis e minimizar impactos na economia e no dia a dia dos brasileiros.

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