- OPEC+ concordou em aumentar a produção de crude em 206 mil barris por dia (bpd) a partir de maio de 2026, em resposta aos distúrbios no estreito de Hormuz.
- O aumento envolve oito países produtores: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
- Os produtores destacam que o ajuste é modesto e pode representar menos de 2% do volume de oferta afetado pelo fechamento de Hormuz, além de ser mais simbólico que definitivo.
- A produção adicional pode ser revertida ou ajustada conforme as condições do mercado, com monitoramento contínuo e flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter o processo.
- Enquanto isso, os preços do petróleo permanecem elevados, com o Brent e o petróleo dos Estados Unidos perto de 120 dólares por barril; especialistas indicam possível alta até 150 dólares se as interrupções persistirem.
A OPEP+ aprovou um aumento na produção de petróleo, em meio a interrupções no tráfego pelo Estreito de Hormuz, causadas pelo conflito entre EUA e Irã. Ofrac traz a notícia de que o grupo decidiu elevar quotas em maio.
Oito países membros — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — anunciaram o ajuste de 206 mil barris por dia. O aumento visa contribuir para a estabilidade do mercado.
A decisão foi tomada em reunião virtual realizada neste fim de semana. O objetivo é amenizar parte da queda de fornecimento provocada pelas restrições no Hormuz, segundo o comunicado oficial do grupo.
A produção adicional de maio representa menos de 2% do volume comprometido pela interrupção, o que faz do ajuste mais simbólico do que determinante para os preços. A janela de exportação ainda depende da abertura do estreito.
Segundo o grupo, o ajuste pode ser revertido conforme as condições de mercado evoluam, com flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter o processo de desativação de ajustes voluntários anteriores.
A oilação mundial segue pressionada, com Brent e petróleo bruto dos EUA próximos de US$ 120 por barril. Analistas da área projetam cenários diferentes conforme o fluxo de suprimento se mantenha interrompido.
Especialistas citam a possibilidade de o preço subir ainda mais, caso as interrupções persistam até meados de maio, conforme avaliação de alguns bancos. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo mantém o tom cauteloso.
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