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Aneel abre processo de caducidade contra Enel SP, dificulta renovação

Aneel abre caducidade contra Enel São Paulo, dando defesa antes de eventual fim da concessão que atende oito milhões de unidades consumidoras

Um logotipo da Enel é visto em uma subestação em São Paulo, Brasil, em 26 de março de 2025
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  • A Aneel abriu nesta terça-feira um processo de caducidade contra a Enel São Paulo, após identificar falhas estruturais na prestação de serviços que podem levar à perda da concessão.
  • A concessão de distribuição atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana de São Paulo; o contrato vence em 2028.
  • O processo avança para uma nova fase em que a Enel terá oportunidade de defesa antes do parecer final, que pode recomendar ou não a exoneração do contrato ao governo.
  • A Enel informou que segue trabalhando para mostrar que cumpre os indicadores contratuais e que confia nos fundamentos legais para as operações no Brasil.
  • O regulador apontou falhas na recuperação de fornecimento em eventos climáticos extremos, com apagões em 2024 e 2025, e destacou que o desempenho da Enel SP ficou acima da média de outras concessionárias.

Aneel abriu nesta terça-feira um processo de caducidade contra a Enel São Paulo, o que inviabiliza a renovação automática do contrato, que vence em 2028. A ação mira falhas estruturais na prestação de serviços, consideradas pelo regulador como possíveis responsáveis pela perda do contrato.

A decisão ocorreu após uma ampla investigação técnica que analisou apagões causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos. A Enel terá direito a defesa antes de o regulador apresentar uma recomendação ao governo sobre a continuidade da concessão.

A concessionária atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana de São Paulo, a segunda maior concessão do país. A Aneel diz que houve atraso no restabelecimento de energia e falhas na gestão de emergência.

Caducidade e próximos passos

O voto do relator Gentil Nogueira, acompanhado por unanimidade, indicou que o plano de recuperação apresentado pela Enel em 2024 não sanou as falhas de forma estrutural. O regulador continuará analisando o caso para decidir o envio de recomendação ao governo.

A Enel manifestou que continua cumprindo os indicadores contratuais e afirmou ter confiança nos fundamentos legais que norteiam suas operações no Brasil. A empresa disse ainda que decisões sobre concessões devem obedecer a critérios técnicos objetivos e transparentes.

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